terça-feira, 2 de setembro de 2014

Economista do PSB: Marina Silva é Afronta à Memória de Miguel Arraes






A educadora Neca Setubal, acionista do Banco Itaú, ajudou a coordenar o programa de governo de Marina que prevê autonomia para o Banco Central, ou seja, o fortalecimento dos bancos na formulação da política econômica


Brasil. Como sobreviver?

por Adriano Benayon* em 01.09.2014 - por E-mail


As TVs e a grande mídia promovem intensamente a candidata que surgiu com a morte do desaparecido na explosão. Marina Silva costuma ser apresentada como defensora do meio-ambiente e como diferente de políticos que têm levado o País à ruína financeira e estrutural, como foram os casos, em especial, de Collor e de FHC.

2. Mas Marina não representa ambientalismo algum honesto, nem qualquer outra coisa honesta. O que tem feito é, a serviço do poder imperial angloamericano, usar a preservação do meio ambiente como pretexto para impedir — ou retardar e tornar absurdamente caras — muitas obras de infra-estrutura essenciais ao desenvolvimento do País.

3. Pior ainda, a tirania do poder mundial, com a colaboração de seus agentes locais, já ocupa enormes áreas, notadamente na região amazônica, para explorar não só a biodiversidade, mas os fabulosos recursos do subsolo, verdadeiro delírio mineral, na expressão do falecido Almirante Gama e Silva, profundo conhecedor da região e, durante muitos anos, diretor do projeto RADAM.

4. Além da pregação enganosa sobre o meio ambiente, o império vale-se de hipocrisia semelhante em relação à pretensa proteção aos direitos dos indígenas, a fim de apropriar-se de imensas áreas, que os três poderes do governo têm permitido segregar do território nacional, pois brasileiro não entra mais nelas.

5. As ONGs ditas ambientalistas, locais e estrangeiras, financiadas pela oligarquia financeira britânica, como a Greenpeace e o WWF (Worldwide Fund for Nature) trabalham para quem as sustenta, não estando nem aí para o meio-ambiente.

6. Isso é fácil de notar, pois não dão sequer um pio contra a poluição dos mares, produzida pelo cartel anglo-americano do petróleo: a mais terrível poluição que sofre o planeta, pois os oceanos são a fonte principal do oxigênio e do equilíbrio da Terra.

7. Marina foi designada ministra do meio ambiente, em Nova York, quando Lula, antes de sua posse, em janeiro de 2003, foi peitado por superbanqueiros, em reunião após a qual anunciou suas duas primeiras nomeações: Meirelles para o BACEN e Marina Silva para o MME.

8. Empossada no MME, Marina, nomeou imediatamente secretário-geral do ministério, o presidente da Greenpeace no Brasil.

9. Marina foi dos poucos brasileiros presentes, quando o príncipe Charles reuniu, na Amazônia, outros chefes de Estado da OTAN e caciques das terras que ele e outros membros e colaboradores da oligarquia mundial já estão controlando por meio de suas ONGs e organizações “religiosas”, como igreja anglicana, Conselho Mundial das Igrejas etc.

10. Todos deveriam saber que os carteis britânicos da mineração praticamente monopolizam a extração dos minerais preciosos, e a maioria dos estratégicos, notadamente no Brasil, na África, na Austrália e no Canadá.

11. Os menos desavisados entenderam por que Marina desfilou em Londres, nas Olimpíadas de 2012, única brasileira a carregar a bandeira olímpica.

12. É difícil inferir que o investimento da oligarquia do poder mundial em Marina Silva visa a assegurar o controle absoluto pelo império angloamericano das riquezas naturais do País?

13. Algo mais notório: a mentora ostensiva da candidatura de Marina é a Sra. Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, o que tem maiores lucros no Brasil, beneficiário, como os demais, das absurdas taxas de juros de que eles se cevam desde os tempos de FHC, insuficientemente reduzidas nos governos do PT.

14. Não há como tampouco ignorar as conexões do Itaú e de outros bancos locais com os do eixo City de Londres e Wall Street de Nova York.

15. D. Marina nem esconde desejar que o Banco Central fique ainda mais à vontade para privilegiar os bancos a expensas do País, que já gasta 40% de suas receitas com a dívida pública, sacrificando os investimentos em infra-estrutura, saúde, educação etc.

16. Contados os juros e amortizações pagos em dinheiro e os liquidados com a emissão de novos títulos, essa é despesa anual com a dívida pública, a qual, desse modo, cresce sem parar (já passa de quatro trilhões de reais).

17. Ninguém notou que Marina — além de regida pelo Itaú — já tem, para comandar sua política uma equipe de economistas tão alinhada com a política pró-imperial como a que teve o mega-entreguista FHC, e como a de que se cercou Aécio Neves?

18. Como assinalou Jânio de Freitas, Marina e Aécio se apresentam com programas idênticos. Na realidade, é um só programa, o do alinhamento com tudo que tem sido reclamado pela mídia imperial, tanto pela do exterior, como pela doméstica.

19. Da proposta de desativar o pré-sal – a qual fere mortalmente a Petrobrás, que ali já investiu dezenas de bilhões de reais, e beneficia as empresas estrangeiras, as únicas, no caso, a explorá-lo — até à substituição do Mercosul por acordos bilaterais — como exige o governo dos EUA — Marina e o candidato do PSDB estão numa corrida montando cavalos do mesmo proprietário, com blusas idênticas, diferenciadas só por uma faixa.

20. Por tudo, a figura de Marina antagoniza o pensamento do patrono do PSB, João Mangabeira, e o de seu fundador, Miguel Arraes, cujas memórias estão sendo rigorosamente afrontadas.

21. Não há, portanto, como admitir que os militantes do PSB fiquem inertes vendo a sigla tornar-se instrumento de interesses rapinadores das riquezas nacionais e prestando-se a que oligarcas internos e externos se aproveitem do crédito que os grandes nomes do Partido granjearam no coração de milhões de brasileiros de todos os Estados.

22. Há, sim, que recorrer a medidas apropriadas, previstas ou não, nos Estatutos do Partido, para que este sobreviva e ajude o Brasil a sobreviver.

23. De fato, estamos diante de um golpe de Estado perpetrado por meios aparentemente legais, incluindo as eleições. Parafraseando o Barão de Itararé, há mais coisas no ar, além da explosão de avião contratado por um candidato em campanha.

24. A coisa começou quando políticos e parlamentares notoriamente alinhados com os interesses da alta finança, e outros enrustidos, articularam a entrada de Marina na chapa do PSB, acenando a Eduardo Campos com o potencial de votos e de grana que ela traria.
25. Fazendo luzir a mosca azul, a Rede o pegou como peixes de arrastão.

26. Alguém viu a foto de Marina sorrindo no funeral do homem? Alguém notou que, imediatamente após a notícia da morte dele, a grande mídia, em peso, dedicou incessantemente o grosso de seus espaços à tarefa de exaltar D. Marina?

27. Os golpes, intervenções armadas e outras interferências, por meio de corrupção, praticadas a serviço da oligarquia financeira angloamericana, em numerosos países, inclusive o nosso, desde o Século XIX, deveriam alertar-nos para dar mais importância a contar com bons serviços de informação e de defesa.

28. Golpes de Estado podem ser dados através de parlamentos, poderes judiciários, além de lances como os que estão em andamento. Agora, a moda adotada pelo império angloamericano, como se viu em Honduras e no Paraguai, na suposta primavera árabe, na Ucrânia etc., é promover golpes de Estado, sem recorrer às forças armadas, as quais, de resto, no Brasil, têm sido esvaziadas e enfraquecidas, a partir dos governos dirigidos por Collor e FHC.


* Adriano Benayon é doutor em economia, autor do livro “Globalização versus Desenvolvimento” e ainda filiado ao PSB.





Resumo do Debate no SBT








Parafraseando Luiz Carlos Azenha


O fato de que os juros bancários e o papel dos banqueiros na economia brasileira dominaram boa parte das falas dos sete candidatos no debate do SBT fez com que a candidata socialista, Marina Silva (PSB), saísse dele menor.

O assunto foi tratado, direta ou indiretamente, pelos candidatos Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (PSOL), Levy Fidelix (PRTB) e Dilma Rousseff (PT).

Marina, que sempre surfou em sua origem humilde, desta vez teve o nome e o projeto político associados a juros e banqueiros.

Fidelix chegou a nomear duas pessoas próximas a Marina — o empresário Guilherme Leal, da Natura, e a educadora Maria Alice Setubal, a Neca, acionista do banco Itaú — como devedores de impostos à União.

Embora não o tenha feito de forma didática, Dilma criticou a proposta de Marina de dar autonomia ao Banco Central. No governo Dilma a decisão do Banco Central de aumentar ou não os juros é tomada depois de consultas ao mercado. Num eventual governo Marina, o BC teria autonomia para fazê-lo independentemente da população ou de seus representantes eleitos.

Eduardo Jorge teve a melhor apresentação individual no debate, considerando a coerência e a ênfase com que defendeu pontos polêmicos. Por exemplo, creditou a falta de apoio popular a duas de suas propostas — descriminalização das drogas e direito à interrupção da gravidez — à falta de coragem dos políticos de debater o assunto com a população. Explicou bem o domínio dos dez maiores bancos sobre a economia brasileira e prometeu reduzir os juros.

O maior confronto se deu entre as candidatas que lideram as pesquisas, com Marina afirmando que Dilma fracassou na economia e esta sugerindo que Marina usa “frases de efeito e frases genéricas”, típicas de campanha eleitoral, mas não sabe governar.

Diferentemente do que aconteceu no debate da Band, no debate do SBT os jornalistas se destacaram por perguntas apropriadas, duras e pertinentes, com destaque para Fernando Rodrigues, Fernando Canzian e Kennedy Alencar.
Alencar, que sugeriu ao candidato do PRTB que ele liderava uma legenda de aluguel, foi chamado por Levy Fidelix de “língua de aluguel” e “língua de trapo”.

Fernando Rodrigues encaixou um direto no rosto do pastor Everaldo (PSC), ao revelar que o candidato já foi acusado de agressão por uma mulher com a qual se relacionou. Ao informar que foi absolvido, o defensor dos “valores da família” acabou admitindo que seu primeiro casamento não deu certo, que tinha mesmo namorado a acusadora mas que agora, sim, estava casado de maneira estável. Fernando Rodrigues, de forma sagaz, escolheu Aécio Neves para comentar o assunto – o jornalista Juca Kfouri, do UOL, informou em seu blog que o tucano teria cometido, em 2009, uma “covardia” com uma “acompanhante” num evento no Rio. Foi a saia justa da noite. Aécio mudou de assunto.

A frase de efeito que marcou o debate partiu de Luciana Genro, que perguntou a Marina: “Tu és mesmo a segunda via do PSDB?”. Luciana também questionou o fato de Marina ter mudado seu programa de governo, no trecho que defendia o casamento entre pessoas do mesmo sexo, por pressão do pastor Silas Malafaia, ao que a socialista disse que tinha sido um erro “da equipe” responsável pelo processo.

Aécio Neves aproveitou sua fala final, quando já não havia direito de resposta, para alfinetar Marina Silva e dizer que ele, sim, é uma alternativa segura de mudança.

No conjunto da obra, é opinião deste blog que Marina Silva saiu menor que entrou no debate, por dois motivos: entrou no rol dos que defendem os banqueiros e sofreu acusações de que muda de posição de acordo com o vento.

Além disso, perdeu o debate com Dilma quando ambas trataram do pré-sal, especialmente quando a presidente informou que em breve o Brasil será o segundo maior produtor mundial de energia eólica.


Tanto a presidente Dilma quanto Aécio Neves sairam maiores, com o tucano perdendo para a presidente o confronto específico que ambos travaram — sobre investimentos federais em transporte público.




Dilma Trabalha, e Marina Surfa Circunstancialmente









Os anseios populares é uma constante

O povo escolheu Lula em 2002 sob grandes expectativas mudancistas e teve as suas condições sociais e econômicas melhoradas, mesmo que ainda permaneçam importantes lacunas. Esse legado também foi responsável por eleger a presidenta Dilma, mas não apenas por isso. Esteve presente o sentimento de obter mais mudanças e a ela foi dada a tarefa de realizá-las.

Mesmo que inserida numa das maiores crises capitalistas da história – desconhecida pelos populares - a presidenta Dilma realizou importantes avanços desenvolvendo o atendimento à base de nossa pirâmide social e a infraestrutura do país.

No entanto, mesmo no curso dessa histórica mobilidade social, o clamor por novos anseios continua e tornou-se uma constante. Faz parte da aspiração humana e, particularmente numa nação com defasagens sociais múltiplas.

Aproveitando-se desse contexto, os presidenciáveis opositores artificializam e insuflam sob a liderança da grande mídia o imaginário popular à descrença generalizada e a falta de perspectiva. Buscam atrair para si o papel de executar suas falsas teses pelas mudanças.
Precisamos disputar a esperança popular em torno de quem tem autoridade e capacidade de alcançá-las, pois quem fez uma gestão mudancista já comprovou que é capaz de continuar avançando a passos mais rápidos, com mais mudanças e mais conquistas. A presidenta Dilma Rousseff, com esse legado, é a única que apresenta o X da questão: o como fazer.

Marina surfa circustancialmente



É nesse ambiente do discurso genérico - acima do bem e do mal- e do falso moralismo usados como senha de atração às camadas médias que surfa a candidatura Marina Silva. É uma onda circunstancial que enfrentará dificuldades na medida em que consigamos aprofundar os debates de como fazer as propostas acontecerem. Momento em que o sistema financeiro, abraçado por ela, mostrará sua face e o seu riso sádico para tentar eleger um “humanismo monetário”. 

Inevitavelmente, para efetivarmos um novo salto capaz de atender as novas aspirações populares, exige-se que rompamos o acordo tácito feito pelo PSDB de Fernando Henrique-Aécio Neves dede 1994 com a banca rentista mundial e local. Desde então os banqueiros elevaram seus já fabulosos lucros. 

Apenas a presidenta Dilma reafirma enfrentar esses interesses. Ela tem convicção e autoridade, pois já os confrontou durante sua gestão. Retirou do comando do Banco Central o banqueiro Henrique Meireles, alargou as fontes de financiamento, com taxas menores dos bancos públicos, diminuiu os compromissos com o superávit primário em detrimento dos investimentos estruturantes e chegou a baixar as absurdas taxas de juros do país. Uma luta renhida com idas e vindas, pois os banqueiros chantageiam o país e hostilizam a presidenta. Por isso apostam todas as fichas para derrotá-la.

E para cumprir essa tarefa é fundamental assegurarmos o comando do Banco Central, possibilidade já descartada por Marina e Aécio. Recupero dois depoimentos que dão a dimensão da importância estratégica deste banco:

"Deixe-me emitir e controlar o dinheiro de uma nação e não me importarei com quem redige as leis”. Mayer Rothschild - banqueiro alemão.

“Todo aquele que controla o volume de dinheiro de qualquer país é o senhor absoluto de toda a indústria e comércio, e quando percebemos que a totalidade do sistema é facilmente controlada, de uma forma ou de outra, por um punhado de gente poderosa no topo, não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão”.Os anseios populares é uma constante


O povo escolheu Lula em 2002 sob grandes expectativas mudancistas e teve as suas condições sociais e econômicas melhoradas, mesmo que ainda permaneçam importantes lacunas. Esse legado também foi responsável por eleger a presidenta Dilma, mas não apenas por isso. Esteve presente o sentimento de obter mais mudanças e a ela foi dada a tarefa de realizá-las.

Mesmo que inserida numa das maiores crises capitalistas da história – desconhecida pelos populares - a presidenta Dilma realizou importantes avanços desenvolvendo o atendimento à base de nossa pirâmide social e a infraestrutura do país.

No entanto, mesmo no curso dessa histórica mobilidade social, o clamor por novos anseios continua e tornou-se uma constante. Faz parte da aspiração humana e, particularmente numa nação com defasagens sociais múltiplas.

Aproveitando-se desse contexto, os presidenciáveis opositores artificializam e insuflam sob a liderança da grande mídia o imaginário popular à descrença generalizada e a falta de perspectiva. Buscam atrair para si o papel de executar suas falsas teses pelas mudanças.
Precisamos disputar a esperança popular em torno de quem tem autoridade e capacidade de alcançá-las, pois quem fez uma gestão mudancista já comprovou que é capaz de continuar avançando a passos mais rápidos, com mais mudanças e mais conquistas. A presidenta Dilma Rousseff, com esse legado, é a única que apresenta o X da questão: o como fazer.


Em debate, Dilma afirma que Marina só tem frases de efeito e genéricas





Debate no SBT.Debate no SBT.

1 de setembro de 2014 - 21h00 





O segundo debate entre os candidatos à Presidência da República na TV ocorreu nesta segunda-feira (1º) no SBT, promovido em conjunto com o jornal Folha de S. Paulo, o sitio de internet Uol e a rádio Jovem Pan. Mediado pelo apresentador Carlos Nascimento, o encontro contou com a participação de sete dos dez candidatos à Presidência.



O confronto principal refletiu o reordenamento das últimas pesquisas eleitorais e foi protagonizado pela candidata à reeleição Dilma Rousseff e a candidata do PSB, Marina Silva. Aécio Neves, candidato do PSDB, ficou em segundo plano.

No início do debate, ao ser questionada por um jornalista sobre a economia, Dilma foi enfática. “Eu considero que a queda na atividade econômica que nós estamos vivenciando é momentânea. Menos dias úteis e prolongamento da crise econômica internacional têm um grande impacto. O mercado consumidor aumenta por conta do emprego e por conta do aumento de salários. A inflação hoje está próxima de zero. E ao mesmo tempo o crédito está sendo ampliado.”


Dilma comentou a opinião da candidata Marina sobre o mesmo tema. “Eu acho, candidata Marina, que é preciso reconhecer os erros e limitações, até porque um diagnóstico errado vai levar a um caminho errado. Propor como forma de solucionar a questão econômica no Brasil a autonomia do Banco Central só levará a maior dificuldade na regulação do sistema financeiro, o que, aliás, foi um dos pontos centrais quando houve a crise do mercado internacional.” Esta afirmação da presidenta Dilma deixou claro para os telespectadores que a proposta de independência do Banco Central demonstra que Marina Silva é a candidata dos banqueiros.

Dilma perguntou a Marina sobre sua atitude de desdém para com o pré-sal como fonte de recursos para o país. A presidenta questionou Marina sobre quais seriam as fontes de recursos da candidata para pôr em prática seu plano de governo. “O programa de seu governo tem 242 páginas e apenas uma linha para o pré-sal, e a senhora disse que o petróleo do pré-sal é uma aposta estratégica errada. Candidata, por que esse desprezo por uma riqueza tão importante para o Brasil, para a saúde, para a educação dos brasileiros e tão invejada no mundo?”, questionou Dilma.

Dilma defendeu também o que deu certo em seu governo. “Nós tiramos 36 milhões de pessoas da pobreza e elevamos 42 milhões de pessoas à classe média. Muitas coisas nós ainda vamos ter de continuar fazendo. Agora, eu quero dizer que há uma contradição entre querer uma política macroeconômica atrelada a interesses e uma forma de visão que é para desempregar, para arrochar, para aumentar preço de tarifa e para aumentar impostos. E ao mesmo tempo defender políticas sociais. Não cabe, não cabe”, retrucou, desmascarando a candidata Marina quando essa afirma que vai conciliar políticas macroeconômicas neoliberais com política sociais. 


Em outro momento do debate, Dilma continuou a questionar Marina. A presidenta disse que é um risco não se comprometer com nada. “Ter só frases de efeito e frases genéricas.” E continuou: “O que ocorre quando se é presidente da República é que se tem de explicar como vai ser feito”, criticou.

Ao responder a Aécio Neves sobre investimentos em mobilidade urbana, Dilma Rousseff disse que o candidato tucano tem memória fraca. “A sua memória é tão fraca que no caso do transporte público o senhor esquece que nós temos parceria com o governo do estado de Minas em todas as grandes obras de mobilidade urbana que existem lá.” 

Apesar de tentar se esconder em formulações genéricas, Marina acabou confessando que seguirá o plano de governo tal como nos tempos neoliberais de Fernando Henrique Cardoso, mas não deixou claro em quais aspectos. “Eu tenho dito que vamos manter sim as conquistas da política econômica do governo do Fernando Henrique.”

Nas conclusões finais, Dilma explicou que defende as realizações de seu governo, mas não está completamente satisfeita. “Sei que podemos fazer mais. Quero preparar o Brasil para um novo ciclo de crescimento. Fui eleita para garantir saúde, educação e segurança. Mais do que nunca eu acredito nos brasileiros”, encerrou.