quinta-feira, 30 de março de 2017

AÉCIO JÁ CONSEGUE DETECTAR ALGUMAS VANTAGENS EM LUCIANO HUCK



Desgastado por exposição constante às "intempéries", Aécio acha que poderá levar alguma vantagem no toma-lá-dá-cá com Luciano Huck

O projeto "Luciano Huck, o retorno" é o último recurso da direita brasileira para enfrentar o ex-presidente Lula em 2018 ou antes, caso Michel Temer seja cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral e a pressão popular garanta diretas já; essa ideia esdrúxula, que tem o aval do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, nasceu em 2011, com uma capa de Veja, chamada "a reinvenção do bom-mocismo", mas foi logo abortada diante das fragilidades de Huck, sempre muito próximo de personalidades como Sergio Cabral, Eike Batista e Aécio Neves; agora, como o que sobrou à direita após o golpe foram Jair Bolsonaro e João Doria, o novo Jânio Quadros, FHC tenta testar novos nomes para evitar o colapso de seu partido; os atributos de Huck, depois da deslegitimação da política, seriam sua base de seguidores no Twitter.


LUCIANO HUCK SE LANÇA CANDIDATO A PRESIDENTE DO BRASIL



Amigo do peito e das ventas do "mineirinho" Aécio Neves - que agora perdeu o cacife para se candidatar até a síndico de prédio caixão - Luciano Huck tenta ser o Tiririca de S. Paulo, o Agnaldo Timóteo do Rio e o Collor do Brasil (reúne qualidades dos três)



Em uma longa entrevista à Folha de S.Paulo, o apresentador Luciano Huck, da Rede Globo, praticamente já se lançou candidato ao Palácio do Planalto e defendeu que é a hora da sua geração "ocupar os espaços de poder". Com um discurso permeado de clichês "do bem" e defendendo um "apartidarismo", Huck mostrou que seu projeto político é basicamente se aproveitar dos analfabetos políticos: "o único jeito de arrumar esse país é se a gente conseguir fazer um pacto apartidário. Sem revanchismo, sem revolta. Se foi golpe ou se não foi golpe, não importa." 

Há dez anos, Huck declarou que gostaria de se candidatar à Presidência. Questionado se este momento havia chegado, ele não negou.

"Esta é sempre a pergunta pegadinha. Não dá para responder na atual conjuntura. Falando seriamente, nossa geração chegou a um momento em que tem capacidade, saúde, força de trabalho, relevância, influência. Quem entrou na faculdade em 1990 está chegando agora aos espaços de poder. Faço parte desta geração. Estamos vivendo um trauma moral e ético que se soubermos capitalizar para o bem, tenho convicção de que daqui a 10, 20, 30 anos vamos ter um país de fato diferente e mais justo.

Já faço política, fazendo televisão aberta no Brasil, com o poder que a Globo tem, trazendo boas histórias, dando opinião. Agora, se me perguntarem se vou concorrer a algum cargo eletivo, eu não sei responder. E qualquer tipo de resposta é especulação, fofoca."