terça-feira, 18 de abril de 2017

O DEUS QUE SERVE A TEMER NÃO É O MESMO QUE SERVE AO PAPA FRANCISCO



Papa Francisco para Temer, ao recusar convite para o tricentenário da Padroeira do Brasil: "Não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”.

Chega a ser vexaminoso a insignificância moral e representativa de Michel Temer a nível nacional e internacional. Recém conquistado o título de político mais mal avaliado do país, a mais nova repulsa além-fronteira a seu nome veio de dentro dos muros do Vaticano.

Em resposta a um convite da Presidência da República emitido pelo governo brasileiro para as comemorações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, o sumo pontífice da Igreja Católica simplesmente declinou do pedido.

A desculpa oficial utilizada pelo papa Francisco foi a de que sua agenda o impediria de visitar o Brasil neste ano. Mas o que até os querubins da Capela Sistina já sabem é que Jorge Bergoglio foge de presidentes dessa estirpe como o diabo foge da cruz.

Não é a primeira vez que o papa Francisco dá claros sinais de sua insatisfação com o cenário político brasileiro montado por Michel Temer e sua quadrilha.

Além de já ter enviado uma carta não oficial em apoio a Dilma Roussef, em setembro do ano passado o líder católico declarou que o Brasil vive um “momento triste”.

A novidade é que desta vez o papa pesou a pena em sua missiva. Aproveitou a sua resposta para lembrar ao decorativo presidente do Brasil algumas lições de fundamento cristão.

Escreveu ele:

“Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo. Porém, não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”.

Nesse momento até os fantasmas do Palácio do Jaburu se enrubesceram de tanta vergonha.

Mas a lição de Bergoglio continuou, certeira e implacável.

Ciente das cruéis “reformas” que o traidor da República impõe a toda uma nação, arrematou:

“Não se pode confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”.

O papa e o resto do mundo civilizado sabem a que deus serve Michel Temer.

O capital, que financiou o golpe de Estado e o alçou ao mais alto cargo da democracia, é impiedoso com todos aqueles que não fazem parte de seu seleto círculo de convivas.

A preocupação do papa Francisco em relação às classes sociais menos favorecidas não é só real, é urgente.

Desde que Temer assumiu o poder, foram justamente os mais pobres os primeiros a sentirem os resultados mais trágicos de sua política econômica.

Não é por acaso que durante as celebrações da Semana Santa em todo o país houve inúmeras manifestações contra o atual presidente onde invariavelmente foi retratado e malhado como o Judas tupiniquim.

A julgar pela pauta que adota frente a um país dilacerado, o seu abandono e descaso com os mais pobres e partindo do princípio que é indigno de sequer receber a simpatia de um homem bom e afável como Jorge Bergoglio, não me admira que no fim das contas acabe sendo excomungado pela religião que diz seguir.

A pergunta que fica é: se não é o céu a recebê-lo, estaria o inferno preparado para tamanha maldade?

ZÉ SERRA: TODO DIA UM NOVO ROMBO COM DEPÓSITOS EM CONTAS NO EXTERIOR



ZÉ SERRA COMPETE COM AÉCIO, TEMER E CUNHA PELO STATUS DE MAIOR LADRÃO DO BRASIL. A CADA NOVO DIA APARECE MAIS UM DOS SEUS ASSALTOS AOS COFRES PÚBLICOS ATRAVÉS DE PROPINAS DE DEZENAS OU CENTENAS DE MILHÕES DE REAIS. SEU RABO ESTÁ CHAMUSCANDO E NÃO TEM BOMBEIRO QUE APAGUE A FOGUEIRA PARA A QUAL CAMINHA.


Um dos delatores da Odebrecht, o executivo Luiz Eduardo Soares, diz em depoimento que o ex-diretor do Dersa Paulo Vieira Souza, conhecido como Paulo Preto, devolveu R$ 4 milhões para a empresa em 2010. Posteriormente, o equivalente a esse valor em dólares, US$ 2 milhões, teriam sido depositados para José Serra em conta no exterior do empresário Jonas Barcellos, dono do grupo Brasif.

Os R$ 4 milhões foram pagos pela Odebrecht por causa da obra do Rodoanel Sul, segundo o delator.


"Em 2010, Serra foi candidato à Presidência pelo PSDB e perdeu a disputa para Dilma Rousseff (PT). Paulo Preto é acusado por delatores de intermediar repasses ilícitos no Dersa a favor de Serra e do atual ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira -o que ambos negam com veemência.

O senador afirma em nota à Folha que a história contada pelo delator não faz o menor sentido e negou que tenha beneficiado a Odebrecht quando ocupou cargos públicos.

O empresário citado pelo delator é dono da Brasif, empresa que administra free-shops em aeroportos.

Barcellos é apontado por delatores da Odebrecht como o quarto empresário a emprestar contas para que Serra recebesse recursos da Odebrecht. Os outros são Márcio Fortes, ex-tesoureiro do PSDB, Ronaldo Cezar Coelho, amigo de Serra, e José Amaro Pinto Ramos, acusado de ser lobista ligado aos tucanos paulistas. Todos negam que Serra seja o beneficiário desses depósitos.

Soares diz que a devolução dos R$ 4 milhões foi acertada por ele e Roberto Cumplido, executivo da Odebrecht que gerenciava o contrato do Rodoanel Sul, na sala de Paulo Preto no Dersa.

"Ele [Paulo Preto] estava querendo devolver um numerário para nós e fui lá combinar como seria a retirada desse dinheiro", diz Soares.

Ele diz que a Odebrecht acionou um empresário que trabalhava como doleiro para a empresa, Alvaro Novis, que retirou os R$ 4 milhões na casa de Paulo Preto.

Semanas depois, ainda de acordo com o delator, Benedito Junior, que presidiu a construtora do grupo, convocou-o para ir ao Rio acertar o depósito com o empresário da Brasif. Soares afirma que não se falou em Serra na reunião com Barcellos na sede da Brasif, no Leblon. Mas, segundo Soares, Benedicto Junior lhe disse que 'esse dinheiro pertenceria ao Serra'."


"ELE TRAMOU TUDO" - EDUARDO CUNHA DESMENTE O COMPARSA TEMER ATRAVÉS DE BILHETE ESCRITO ONTEM DE DENTRO DA PRISÃO EM CURITIBA


Estes são dois dos quadrilheiros de altíssima periculosidade, apoiados pela mídia nativa - golpista e caloteira - que tomaram nosso Brasil de assalto, destituindo uma presidenta honesta, com passado e presente irrepreensíveis, para que seus crimes não continuassem sendo investigados. Hoje, quase todos eles já viraram notícias nas páginas policiais, mesmo que em pequenas notas de rodapés.


O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entregou Michel Temer, do complexo penal onde está preso, em Curitiba, exatamente um ano depois do golpe parlamentar que tirou a presidente eleita Dilma Rousseff do poder.
 
Por meio de um bilhete, segundo reportagem de Paulo Gama, da Folha de S.Paulo, Cunha rebateu dois pontos da entrevista concedida por Temer no sábado 15 à TV Bandeirantes. O deputado cassado disse que a reunião com um executivo da Odebrecht em que foi acertado o repasse de US$ 40 milhões em propina para o PMDB, realizada em julho de 2010, segundo o delator da empreiteira, e que teve a participação de Cunha, foi "agendada diretamente com" o presidente.

"A referida reunião não foi por mim marcada. O fato é que estava em São Paulo, juntamente com Henrique Alves e almoçamos os três juntos no restaurante Senzala, ao lado do escritório político dele, após outra reunião e fomos convidados a participar dessa reunião já agendada diretamente com ele", afirma Cunha na nota, acrescentando que Temer "se equivocou nos detalhes".

O ex-deputado acrescenta, porém, que na reunião "não se tratou de valor nem [se fez] referência a qualquer contrato daquela empresa". "A conversa girou sobre a possibilidade de possível doação e não corresponde a verdade o depoimento do executivo", afirma o ex-deputado. Temer já confirmou em nota a existência da reunião, mas nega que combinou repasse de propina durante o encontro.

Além disso, Cunha afirma que a decisão de abrir o processo de impeachment de Dilma Rousseff, em dezembro de 2015, foi discutida com o então vice-presidente dois dias antes de ser oficializada. Cunha diz que o parecer foi "debatido e considerado por ele correto do ponto de vista jurídico". Na entrevista, Temer contou que foi informado por Cunha de que ele não abriria os processos porque o PT prometera votos favoráveis a ele no Conselho de Ética. Mas que depois informou que o acordo havia ruído, uma vez que o PT mudara de ideia.