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A Sentinela.

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Meus pais saíram de Umbuzeiro quando eu tinha dezoito anos. Nessa época, eu morava e estudava em Caruaru e trabalhava durante o dia em São Caetano como almoxarife do escritório da Compesa. Papai fora transferido para João Pessoa onde alugou uma casa bem à beira mar de Tambaú e, imediatamente, escreveu-me uma carta sugerindo minha volta para casa, já que, o principal motivo que me levou a Caruaru – que era dar continuidade aos estudos – não tinha mais razão de ser. Agora eu poderia estudar em casa, junto a eles. Durante uns três meses passei a visita-los quinzenalmente, até o dia em que, encorajado pelas promessas de emprego de alguns amigos nossos, larguei a Compesa e fui curtir diariamente o prazer de morar com minha família na praia. Passaram-se três anos até que conseguisse um emprego razoável no Banco Comercial da Produção, um dos poucos em João Pessoa naquela época. Nesse intervalo, trabalhei no escritório do Posto Esso Metrópole, no Jornal “O Norte” com...

Silêncio !!!... Papai Noel Vem Aí !!!...

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Vista do Farândola, a partir da mesa 23. . . . Conheci Terêsa Otranto no Farândola. Estava sentada à mesa 23, com Geraldo. A localização dessa mesa é estratégica: fica logo à entrada, no terraço. De lá, tem-se uma visão completa do barzinho. O que temos de melhor pode ser observado de lá. De lá, também, ficam mais evidentes nossas carências. Fui algumas vezes à mesa de Terêsa. Em umas fui apenas atencioso, em outras, arrisquei algumas comedidas brincadeiras, como sempre faço com os clientes mais simpáticos. Tenho uma boa memória fotográfica, tinha certeza que nunca os tinha visto antes. Muito comunicativa, Terêsa conseguiu, em poucos minutos de conversa entrecortada por idas e vindas minhas à mesa, saber da nossa história, do nosso engajamento pela liberdade e igualdade de tudo que é vivo. Percebeu essa grandeza e também nossa pobreza material: os cardápios em péssimo estado, o suporte com copos descartáveis quando o bar está cheio, a falta de ci...

"OLINDA", MEU AMOR!

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Ladeiras de Olilnda À querida Luciana Santos, prefeita e amante de Olinda.   Este era meu sentimento por Luciana Santos em 2005, quando voluntariamente me entreguei a sua campanha pelo primeiro mandato como Prefeita de Olinda, hoje, em 2018, o que vemos é uma velha política preocupada apenas em se dar bem, mesmo que para isso minta descaradamente a quem um dia lhe deu tanto crédito.. . Relutei em escrever esta carta, não por falta do desejo de fazê-lo, mas, às vezes, por ver esse desejo vencido pelo medo de expor meu amor; outras vezes, freado pelas rédeas da razão, esta, nos últimos anos, menos submissa à emoção. Tal desejo vinha sempre como numa enxurrada, repentino, incontido, e, eu julgando represá-lo, aquietáva-me. Primeiro foram as palavras: surgiam, acanhadamente, ao nível da consciência e logo se perdiam. Eram umas ou outras, soltas, dispersas, inconsistentes. Depois vieram frases, períodos, parágrafos inteiros c...

'U S U R P A Ç Ã O'

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. . . . Este texto foi redigido logo após a invasão do Iraque por tropas americanas – 20.03.2003 - portanto, entre o Carnaval e a Semana Santa, e ficou na contra-capa do Cardápio do Farândola, por seis meses. .   Com Vanessinha, no Farândola. . . . Mas, é muita coincidência!... . Essa indecente intromissão na normalidade política mundial que ora presenciamos em solo iraquiano, estaria causando menos indignação em todo o mundo se o Conselho de Segurança da ONU tivesse agido, também nesse caso, com a costumeira indecente indiferença que sempre norteou suas decisões quando envolveram interesses norte americanos inadiáveis. . Colin Powell. Hoje recluso, mas sem a consciência pesada.  . O veto francês alertou o mundo. ”Vive la France !” . Essa invasão é apenas a ponta de um imenso iceberg . .    . O projeto de soberania incontestada dos Estados Unidos não é do presidente Bush. Ele é apenas uma pequena, embora importante, peça do projeto, e e...