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Eu Quero é Meu Ingresso!...

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Chicão, no show " Carioca " . . . . Toda a ansiedade desencadeada pela possibilidade de testemunhar mais um show do querido Chico, depois de tantos anos sem assistir nenhum, só aumentou, hoje, com o início da venda dos ingressos. Acostumado a viajar para o Rio ou São Paulo desde os idos de 70 para assistir seus shows, vinha sentindo uma saudade muito grande pela ausência dele dos palcos. A danada dessa ansiedade começou com o anúncio de “Carioca”: viria ao Recife?... Sim, fomos incluídos entre as cidades contempladas. Desde Novembro que aguardamos a realização desse show. Hoje, ao acordar, acessei o “pe360graus” e descobri que a promoção baixando os ingressos de 160 para 120 reais, foi caçada pelo “zeloso” Ministério Público. Achei muito estranho o MP intervir para prejudicar a população. Proibir essa promoção só porque ela não contempla também os estudantes, é a mesma coisa que proibir uma loja de confecções de colocar em promoção certa peça de roupa, se ela não tiv...

O Sol, à Sombra.

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Rodolfo Vasconcellos - Monte Bom Jesus - Caruaru . . . . As religiões já nascem póstumas... . . A concepção cristã de Deus – Deus como o protetor dos doentes, o Deus que tece teias de aranha, o Deus na forma de espírito – é uma das concepções mais corruptas que jamais apareceram no mundo: provavelmente representa o nível mais ínfero da declinante evolução do tipo divino. Um Deus que se degenerou em uma contradição da vida, em vez de ser sua própria glória e eterna afirmação! Nele, declara-se guerra à vida, à natureza, à vontade de viver! Deus transforma-se na fórmula para todas as calúnias contra o “aqui e agora” e para cada mentira sobre “além”! Nele, o nada é divinizado, e a vontade do nada se faz sagrada!... Nietzsche. . . “Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar.” Carl Sagan . . . .

João Hélio... Meu Filho.

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Diego, um dos assassinos. Entregue pelo próprio pai à polícia. . . . As imagens me sufocam... O carro salpicado de sangue; o asfalto – por quilômetros – com as marcas deixadas pelo corpo de João Hélio; o espanto do pai de Diego – um dos assassinos – ao entregá-lo à polícia; o medo de Diego diante das câmeras; a desolação e dor dos familiares do menino João Hélio ao sepultá-lo, sem sequer poderem olhar seu rosto depois de morto, ou mesmo, num futuro distante, reunirem forças para lerem seu atestado de óbito. João Hélio poderia ser meu filho... Impossível impedir que o choro se manifeste... consigo apenas doma-lo, permitindo-lhe lavar meu rosto e pulsar meu peito a cada soluço contido, em vez de deixa-lo irromper em choro convulsivo que, com certeza, me faria menos mal. Pela internet, a confirmação do que já deduzira: a cabeça de João Hélio espatifou-se pelos sete quilômetros em que ele foi arrastado, preso pelos pés ao cinto de segurança, deixando seu corpo decapitado enquanto sofria ...

Na Estrada...

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Rodolfo Vasconcellos - Primeiros passos - Estrada nos arredores de Serra Branca - Pb . . . Iniciando a caminhada, ruma à inexorável morte absoluta do "eu". . . .

O Gol de Seu Toinho da Padaria

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Ninguém esperava por aquilo... . . . Defesa de Rodolfo - Umbuzeiro 2 X 1 Centro Limoeirense . . . .

De Repente ! ... M A D O N A ! ! !

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À Zero Hora Madona Tirou a Roupa e Dan S ou Para Mim... Dedico este texto a Carlos Franca - também conhecido, pelo seu amor à Ilha de Fidel, como Carlos Cuba - a quem devo tantos favores e não reencontro há muitos anos. Adoro o inverno aqui no litoral nordestino. Talvez por ser curto, não trazer muito frio, nem chuvas excessivas. Talvez, também, por funcionar mais como um pedaço de estação a evitar que o verão seja único, e venha a se tornar cansativo. É como a noite entre os dias: por mais que nos ofereça atrações, por mais que nos atiremos aos seus prazeres, é nela também que recarregamos as baterias para vivermos o “inesperado” que vem com o sol. Naquele início de Novembro de 1995, eu estava ainda mais motivado que de costume. Meu primeiro barzinho, o   El Bodegón   – Barzinho Típico Cubano - estava indo de vento-em-popa, e eu acabara de chegar da cidade do México com as principais receitas de coquetéis e pratos típicos, discos dos principais cantores rom...

Do Cemitério de São Caetano da Raposa à Praça Nova Euterpe

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        Final de Tarde, começo de Noite... Sem olhar pra trás. Nos meus dezoito anos voltei a morar em Caruaru, agora na casa dos tios João Bartolomeu e Dolores, na Praça Nova Euterpe.  Trabalhava na Compesa, e fora transferido  para o escritório de São Caetano,  que  funcionava numa casa grande  na parte alta da cidade,  muito velha, isolada de tudo e próxima ao cemitério .    O chefe do escritório era seo Ramalho, homem  já com mais de sessenta anos,  magérrimo, quase esquelético, e de voz muito grave. Residia em Recife, pra onde viajava todas as sextas-feiras à tarde, com a feira da semana comprada lá mesmo em São Caetano. Por economia dormia no próprio escritório da empresa e a cada dia tinha uma nova história macabra para nos contar, de almas sem cabeças que caminhavam à noite arrastando correntes pelo corredor da casa, enquanto ele, rezando, passava as noites em claro. Numa certa se...

João Bafo de Onça...

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Se Correr, o Bicho Pega!... Cheguei em Caruaru com onze anos, vindo de Umbuzeiro, na Paraíba, para fazer as provas do Exame de Admissão ao Ginásio, depois de quase um dia de viagem. Aprovado no exame e passado o período das férias junto a meus pais, retornei a Caruaru para o ano letivo. Quase tudo era novidade pra mim: as matinês nos cinemas Santa Rosa e Santino, os jogos de basquete e voleibol no Colégio Diocesano ou a imensa feira daquela linda cidade que, aos meus olhos de onze anos, tinha ainda um Monte e Tremores de Terra. Fui morar com os tios George e Geninha. Ele, mais conhecido como o “Sargento George do Tiro de Guerra”, enlouquecia as defesas adversárias jogando como meia esquerda no time de futebol do Comércio, além de ser o temível diretor de disciplina do Colégio Diocesano. As lembranças das tortas de abacaxi preparadas por tia Geninha para lancharmos após as matinês, bem como das noites em que servia sopa de carne acompanhada de generosas porçõe...

"Menino de Rua"- Esse Bravo Sobrevivente.

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Contra tudo e contra todos. O policial civil, que pernoitaria na Delegacia da Ceilândia - cidade satélite de Brasília - por ordem do delegado, tirara Divina da cela, onde se encontrava com outros meninos de rua, todos detidos durante uma batida policial nas ruas da cidade, no final daquela tarde, e a colocara numa cela desocupada, por alegar preocupação com possíveis maus tratos ou abusos sexuais durante a madrugada. Divina tinha onze anos e, como era de se esperar, os sinais da puberdade ainda não haviam se revelado. Tinha a pele levemente bronzeada, os cabelos castanhos claros quase loiros, e um porte físico inferior ao da maioria das meninas da sua idade, apesar de não ser magra. Por volta das duas horas da madrugada, o policial acordou-a com um sanduíche e um refrigerante para matar a fome, já que não fora oferecida nenhuma refeição àquelas crianças, com idades entre onze e dezesseis. Em seguida, após despi-la, recebeu, sem nenhuma resistência da menina, seus ...