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CHICO BUARQUE: Rasgaram Nossos Ingressos e... Cadê o Show?!...

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"Carioca" - Foto Nadja Rolim Notamos que havia alguma coisa estranha assim que conseguimos chegar à área externa do Teatro Guararapes. Cerca de três mil pessoas se acotovelavam na tentativa de livrarem-se da chuva torrencial que caía naquela noite de quinta-feira. Não havia tumulto, empurra-empurra, gritaria ou coisas desse tipo, normais a todo grande espetáculo. Procuramos um cartaz grande com a foto de Chico para tirarmos uma foto em frente a ele e guardarmos como lembrança daquele show, mas não havia nenhum cartaz. Quem já viu um show sem cartaz? Só aí percebi que não vi espalhados pela cidade nenhum outdoor anunciando os quatro shows dele. Não houve chamadas na TV e muito menos no rádio. Lembrei-me, no entanto, de algumas reportagens na TV falando da rapidez com que os ingressos foram vendidos. Quando finalmente foi autorizado o ingresso daquela massa humana ao interior do teatro, tudo se fez de forma tranqüila. Todas aquelas p...

Náufrago...

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Quando o barco mergulhou no imenso vazio entre uma onda e outra, tivemos . a . certeza . de . que . nunca . mais . voltaríamos . à . terra firme. . . . .

O Bebê de Rosemeire é "Cheira Cola".

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Rosemeire faz qualquer programa por r$ 1,00 para comprar o leite da sua filha. Conheci Rosemeire numa noite de sexta-feira. Era por volta das nove e meia da noite e ela estava do outro lado da calçada do Farândola, entre os carros dos clientes, me chamando com a mão. Vestia seu modelito preferido, como o das fotos acima e ao lado: um short o mais curto possível e um bustiê qualquer. Estava mais animada do que está hoje, como mostram as fotos, e já trazia pendurada na boca a garrafinha melada de cola de sapateiro. Perguntou se eu não queria fazer algum programa; que faria qualquer um que eu preferisse, e que custaria apenas um real. Perguntei onde faríamos esse programa e ela respondeu que poderia ser no banheiro do parque próximo, no próprio parque atrás de algumas árvores, ou dentro do carro, se eu preferisse. Estava com a boca suja de resto de comida e precisava de dinheiro para o leite da sua filha de três meses de ida...

Corre Gente !!!... O Avião Caiu !!!...

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1980 - Semana da Aeronáutica - Aeroclube de João Pessoa. . . .

Meus Discos Voadores

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De Guarabira (Pb) a Varginha (Mg), com escala em Jacumã. . . . .

Eu Quero é Meu Ingresso!...

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Chicão, no show " Carioca " . . . . Toda a ansiedade desencadeada pela possibilidade de testemunhar mais um show do querido Chico, depois de tantos anos sem assistir nenhum, só aumentou, hoje, com o início da venda dos ingressos. Acostumado a viajar para o Rio ou São Paulo desde os idos de 70 para assistir seus shows, vinha sentindo uma saudade muito grande pela ausência dele dos palcos. A danada dessa ansiedade começou com o anúncio de “Carioca”: viria ao Recife?... Sim, fomos incluídos entre as cidades contempladas. Desde Novembro que aguardamos a realização desse show. Hoje, ao acordar, acessei o “pe360graus” e descobri que a promoção baixando os ingressos de 160 para 120 reais, foi caçada pelo “zeloso” Ministério Público. Achei muito estranho o MP intervir para prejudicar a população. Proibir essa promoção só porque ela não contempla também os estudantes, é a mesma coisa que proibir uma loja de confecções de colocar em promoção certa peça de roupa, se ela não tiv...

O Sol, à Sombra.

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Rodolfo Vasconcellos - Monte Bom Jesus - Caruaru . . . . As religiões já nascem póstumas... . . A concepção cristã de Deus – Deus como o protetor dos doentes, o Deus que tece teias de aranha, o Deus na forma de espírito – é uma das concepções mais corruptas que jamais apareceram no mundo: provavelmente representa o nível mais ínfero da declinante evolução do tipo divino. Um Deus que se degenerou em uma contradição da vida, em vez de ser sua própria glória e eterna afirmação! Nele, declara-se guerra à vida, à natureza, à vontade de viver! Deus transforma-se na fórmula para todas as calúnias contra o “aqui e agora” e para cada mentira sobre “além”! Nele, o nada é divinizado, e a vontade do nada se faz sagrada!... Nietzsche. . . “Não é possível convencer um crente de coisa alguma, pois suas crenças não se baseiam em evidências; baseiam-se numa profunda necessidade de acreditar.” Carl Sagan . . . .

João Hélio... Meu Filho.

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Diego, um dos assassinos. Entregue pelo próprio pai à polícia. . . . As imagens me sufocam... O carro salpicado de sangue; o asfalto – por quilômetros – com as marcas deixadas pelo corpo de João Hélio; o espanto do pai de Diego – um dos assassinos – ao entregá-lo à polícia; o medo de Diego diante das câmeras; a desolação e dor dos familiares do menino João Hélio ao sepultá-lo, sem sequer poderem olhar seu rosto depois de morto, ou mesmo, num futuro distante, reunirem forças para lerem seu atestado de óbito. João Hélio poderia ser meu filho... Impossível impedir que o choro se manifeste... consigo apenas doma-lo, permitindo-lhe lavar meu rosto e pulsar meu peito a cada soluço contido, em vez de deixa-lo irromper em choro convulsivo que, com certeza, me faria menos mal. Pela internet, a confirmação do que já deduzira: a cabeça de João Hélio espatifou-se pelos sete quilômetros em que ele foi arrastado, preso pelos pés ao cinto de segurança, deixando seu corpo decapitado enquanto sofria ...

Na Estrada...

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Rodolfo Vasconcellos - Primeiros passos - Estrada nos arredores de Serra Branca - Pb . . . Iniciando a caminhada, ruma à inexorável morte absoluta do "eu". . . .

O Gol de Seu Toinho da Padaria

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Ninguém esperava por aquilo... . . . Defesa de Rodolfo - Umbuzeiro 2 X 1 Centro Limoeirense . . . .

De Repente ! ... M A D O N A ! ! !

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À Zero Hora Madona Tirou a Roupa e Dan S ou Para Mim... Dedico este texto a Carlos Franca - também conhecido, pelo seu amor à Ilha de Fidel, como Carlos Cuba - a quem devo tantos favores e não reencontro há muitos anos. Adoro o inverno aqui no litoral nordestino. Talvez por ser curto, não trazer muito frio, nem chuvas excessivas. Talvez, também, por funcionar mais como um pedaço de estação a evitar que o verão seja único, e venha a se tornar cansativo. É como a noite entre os dias: por mais que nos ofereça atrações, por mais que nos atiremos aos seus prazeres, é nela também que recarregamos as baterias para vivermos o “inesperado” que vem com o sol. Naquele início de Novembro de 1995, eu estava ainda mais motivado que de costume. Meu primeiro barzinho, o   El Bodegón   – Barzinho Típico Cubano - estava indo de vento-em-popa, e eu acabara de chegar da cidade do México com as principais receitas de coquetéis e pratos típicos, discos dos principais cantores rom...

Do Cemitério de São Caetano da Raposa à Praça Nova Euterpe

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        Final de Tarde, começo de Noite... Sem olhar pra trás. Nos meus dezoito anos voltei a morar em Caruaru, agora na casa dos tios João Bartolomeu e Dolores, na Praça Nova Euterpe.  Trabalhava na Compesa, e fora transferido  para o escritório de São Caetano,  que  funcionava numa casa grande  na parte alta da cidade,  muito velha, isolada de tudo e próxima ao cemitério .    O chefe do escritório era seo Ramalho, homem  já com mais de sessenta anos,  magérrimo, quase esquelético, e de voz muito grave. Residia em Recife, pra onde viajava todas as sextas-feiras à tarde, com a feira da semana comprada lá mesmo em São Caetano. Por economia dormia no próprio escritório da empresa e a cada dia tinha uma nova história macabra para nos contar, de almas sem cabeças que caminhavam à noite arrastando correntes pelo corredor da casa, enquanto ele, rezando, passava as noites em claro. Numa certa se...

João Bafo de Onça...

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Se Correr, o Bicho Pega!... Cheguei em Caruaru com onze anos, vindo de Umbuzeiro, na Paraíba, para fazer as provas do Exame de Admissão ao Ginásio, depois de quase um dia de viagem. Aprovado no exame e passado o período das férias junto a meus pais, retornei a Caruaru para o ano letivo. Quase tudo era novidade pra mim: as matinês nos cinemas Santa Rosa e Santino, os jogos de basquete e voleibol no Colégio Diocesano ou a imensa feira daquela linda cidade que, aos meus olhos de onze anos, tinha ainda um Monte e Tremores de Terra. Fui morar com os tios George e Geninha. Ele, mais conhecido como o “Sargento George do Tiro de Guerra”, enlouquecia as defesas adversárias jogando como meia esquerda no time de futebol do Comércio, além de ser o temível diretor de disciplina do Colégio Diocesano. As lembranças das tortas de abacaxi preparadas por tia Geninha para lancharmos após as matinês, bem como das noites em que servia sopa de carne acompanhada de generosas porçõe...