domingo, 24 de outubro de 2010

Serra Prepara a Última Farsa

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 Seja um ator nessa trama macabra.
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Pesquisas internas do PT mostram que a diferença entre Dilma e Serra segue a se alargar: nesse fim-de-semana, em votos válidos, o resultado é Dilma 57% x Serra 43%.
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Desde o debate na “Band” – quando partiu para o confronto, e mudou a pauta do segundo turno – a tendência tem sido essa. O que aparece nas pesquisas Ibope, DataFolha e Vox Populi da última semana - que apontam vantagem entre 10 e 12 pontos para Dilma. Só o Sensus trouxe um levantamento diferente, com vantagem de apenas 5 pontos.
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Arme-se para a guerra, mas disfarçadamente, como esses dois idiotas, que tremem ao ouvir falar em bolinhas de papel.
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A última capa da “Veja” – que muitos viam como ameaça para Dilma – foi apenas mais um factóide, sem importância, que não para em pé. Além disso, nas bancas de todo o país, estará exposta ao lado da “Istoé” e da “CartaCapital” – que trazem capas desfavoráveis a Serra. Nese terreno, o jogo está empatado. O progama de TV de Dilma segue melhor.
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Então, qual seria a aposta de Serra para virar o jogo? Como sempre, a aposta está nas sombras.
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Já falamos aqui sobre as “Cinco Ondas” da campanha negativa contra Dilma. O desdobramento final dessa campanha de medo e boatos (ou seja, a ”Quinta Onda”) seria ”mostrar” ao eleitor que a “Dilma terrorista” e o “PT contra as liberdades” não são apenas boatos. A Quinta Onda, pra dar resultado, precisa gerar fatos. Não pode viver só de boatos.

Se sentir dificuldades em criar uma personagem, espelhe-se em dois campeões de votos: Raul Jungman e Fernando Gabeira.
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Serra já tentou chegar à Quinta Onda, com o factóide da bolinha de papel em Campo Grande. Caiu no ridículo, é verdade. Mas a mensagem que interessa a ele segue no ar (especialmente na Globo): “os petistas agridem, são violentos”.
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Por isso, o grande risco dessa reta final é a criação de um factóide de maior gravidade: tememos muito pelo que possa acontecer no Rio nesse domingo – hoje -  com passeatas do PT e PSDB marcadas para o mesmo dia (felizmente, o PT mandou cancelar qualquer atividade na zona sul, onde os tucanos vão marchar).
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Serra precisa de tumulto, de militantes tucanos feridos. Ou até de uma agressão mais grave contra ele mesmo. Imaginem só, entrar na última semana de eleição com essa pauta: “PT violento”, “a turma da Dilma é terrorista”. Imaginem Serra com um curativo na cabeça no debate da Globo!
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A emissora dirigida por Ali Kamel já mostrou que não terá limites na tarefa de reverberar a onda serrista – seja ela qual for.
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Serra quer criar tumulto. Serra precisa do tumulto. Só o tumulto salva Serra.

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Parafraseando Rodrigo Viana
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