Em 2001, uma criança morria de fome a cada cinco minutos no Brasil. O fato, chocante, inaceitável, inumano, é irrisório perto da pergunta de um pai, quando confrontado pelo jornalista se não havia como o seu filho “ganhar um pouco mais de peso”. Ana Cláudia dos Santos, a mãe, e Evangelista dos Santos, o pai, com a sabedoria de quem luta para sobreviver, respondem ao repórter “o que você acha que eu devia fazer?” por Fernando Horta Em junho de 2001, o Jornal Nacional veiculava uma série de reportagens que viria a ser premiada. Marcelo Canellas e Lucio Alves apresentavam a “Fome no Brasil”. O dado revelado era que uma criança morria de fome no Brasil a cada cinco minutos. Em pleno “milagre neoliberal”, como gostam de citar alguns intelectuais e políticos de direita no Brasil, uma criança morria a cada cinco minutos no Brasil. Vou repetir, porque penso que o número deveria ser usado em qualquer discussão sobre política e economia de agora em diante. Ao começar a ouvir qualqu...
Eu, nos braços de papai... . . Dedico este texto ao meu querido irmão caçula Alexandre Felipe, o único que estava presente aos acontecimentos daquela manhã de domingo e, ainda adolescente, tomou para si todas as responsabilidades. . . . Meu filho Tel comentando este texto: "Oi boy! Vendo esta foto do senhor com voinho me fez lembrar, ou melhor, relembrar, como a relação entre pai e filho é estreita e duradoura, apesar das pedras no caminho. Não tive a oportunidade de conhecer melhor o meu avô, mas sei que as minhas lembranças dele são as melhores e que em alguns momentos da minha vida ainda sinto grande saudade deste homem. Parabéns!" . . . . Nesses últimos dias lembrei muito de papai. . É uma lembrança recorrente, porque criar filhos instiga essa comparação com a maneira como fomos criados. Vem naturalmente, não parte de uma vontade própria, nem traz a reboque, desejos conscientes ou inconscientes de medir-se mais o...
Quando o barco mergulhou no imenso vazio entre uma onda e outra, tivemos . a . certeza . de . que . nunca . mais . voltaríamos . à . terra firme. . . . .
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