terça-feira, 9 de dezembro de 2014

JANIO, DA FOLHA, CRITICA DATAFOLHA MANIPULADO







O jornalista Janio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo, criticou duramente a manipulação do último domingo da própria Folha, que estampou uma manchete tendenciosa: a de que 68% dos brasileiros responsabilizam a presidente Dilma Rousseff pelos escândalos da Petrobras – erro denunciado, em primeiro lugar, pelo blogueiro Eduardo Guimarães (leia aqui).

Na coluna Os outros números, ele afirma que a dubiedade da pergunta sobre a responsabilidade de Dilma na Petrobras leva a interpretações diferentes. Assim como Guimarães, Janio questiona a soma dos que atribuem "muita responsabilidade" (43%) aos que atribuem pouca responsabilidade (25%) para somar uma maioria esmagadora dos que culpam Dilma pela crise. "As duas interpretações levam a respostas com profunda diferença, estando, porém, embaralhadas tanto nos 43% subscritos em "muita responsabilidade" de Dilma, como nos 25% de "um pouco" de responsabilidade. Índices que, somados de maneira discutível, fizeram a notícia de que 68% responsabilizam Dilma por corrupção", diz ele.

Ele também questiona o uso da expressão 'sobre' na pergunta. "A dubiedade da pergunta tornou possível uma quantidade indefinida dos que a interpretaram com um sentido e dos que lhe deram outro. 'Responsabilidade SOBRE o caso' pode ser a de quem, detentor de uma posição hierárquica chefe de família, dirigente de empresa, governante – deve as providências para o melhor e correto andamento do que está sob sua responsabilidade. É admissível, para não dizer certo, que muitos terão recebido a pergunta nesse sentido", afirma.

A única verdade que a pesquisa aponta, diz Janio, é outra: "46% consideram que o governo Dilma é o que mais investigou a corrupção". Os tucanos, com FHC, aparecem mal, com apenas 4% das menções. "O segundo, longe, é o de Lula, com 16%."


"O investimento agressivo que a oposição faz para responsabilizar Dilma Rousseff pela corrupção na Petrobras, como também por assuntos menos gritantes, reproduz (com menos brilho, é verdade) mais de um período caracterizado pela mesma linha de oposicionismo. O resultado a que chega também reproduz o de seus inspiradores", conclui o articulista.



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