quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Hiroshima - aniversário de 70 anos do horror nuclear - Os assassinos estarão presentes... o Japão sangrará.





Setenta anos depois de ter lançado uma bomba atômica sobre Hiroshima, os assassinos de mais de 280 mil seres humanos civis estarão representados  amanhã - 6 de agosto - nas cerimônias em memória por este ato de barbárie que marcou o início da era das armas nucleares e da impunidade dos genocidas.



França e Grã-Bretanha, aliados dos Estados Unidos – os assassinos - durante a Segunda Guerra Mundial e também possuidoras desse tipo de armamento, vão se associar às solenidades, enviando diplomatas para marcar seu apoio aos "esforços" para reduzir os arsenais nucleares.



Também pela primeira vez (há cinco anos), um secretário-geral da ONU assistiu a cerimônia do Memorial da Paz de Hiroshima. Ban Ki-moon chegou ao Japão para participar das celebrações do 65º aniversário do bombardeio atômico e enfatizou a "urgente necessidade de alcançar um acordo de desarmamento nuclear global", segundo um porta-voz das Nações Unidas, como se os EUA permitissem que haja verdadeiramente algum interesse nesse sentido.



Só quando completaram 65 anos dessa barbárie, os norte americanos tiveram “coragem” de mostrar suas caras durante essas cerimônias. Amanhã, mais uma vez estarão presentes para que o mundo inteiro saiba do que são capazes.


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Aqui no Nordeste, mais pro interior, costumamos dizer que quando o assassino está presente às homenagens à vítima, o morto, sangra. Certamente, transcorrido esse longo período, os assassinos acham que o "morto" não sangrará, mas, o povo japonês sangra há 70 anos, dia após dia, pela humilhação a que foram submetidos, pela presença de bases militares do país usurpador e criminoso de guerra, pela lembrança dos seu antepassados que derreteram como cera sob o furor atômico e pela consciência do sofrimento a que foram expostos.


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Em 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos despejaram covardemente uma bomba Atômica, a primeira da história, sobre a cidade industrial de Hiroshima, situada no oeste do Japão, habitada exclusivamente por civis, a grande maioria mulheres, crianças e idosos. A explosão nuclear não deixou nenhum ser vivo num raio de mais de dez quilômetros e, até os dias de hoje, ainda nascem bebês deformados pela radioatividade.

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Entre o dia da explosão (06.08.45) e 31 de dezembro do mesmo ano, mais de 280.000 pessoas morreram pela exposição à radiação.

O imperador Hirohito anunciou em 15 de agosto a rendição incondicional do Japão, aceitando a ocupação do país sob o comando dos bárbaros, que até hoje mantêm essa condição, mas sempre de forma disfarçada, aprovando invasões de nações no Conselho de Segurança da ONU com provas fabricadas, como as que utilizaram para arrasar o Iraque como nação, e estão preparando para exterminar o Irã.


Setenta anos depois, o atual embaixador dos Estados Unidos no Japão, terá o descaramento de depositar, amanhã, uma coroa de flores em Hiroshima.


 O bombardeiro que recebeu carinhosamente o nome da mãe do piloto - Enola Gay - é cuidadosamente mantido preservado, para que ninguém esqueça a que está sujeito.

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"Trata-se de expressar nosso respeito para com todas as vítimas da Segunda Guerra Mundial", anunciou, sem o menor senso de pudor, o Departamento de Estado em Washington há cinco anos, quando tiveram a coragem de participar dessa solenidade.



Os Estados Unidos jamais se desculparam pelas vítimas desses bombardeios.



A maioria dos americanos considera justificável a ação, como um mal necessário para acabar com a guerra e evitar o banho de sangue que teria significado um desembarque no arquipélago, segundo as pesquisas.



Em abril de 2009, Obama comprou o Prêmio Nobel da Paz, ao pedir, em Praga, a construção de um mundo sem armas nucleares.


Usurpadores dissimulados, é o que são.



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