segunda-feira, 10 de outubro de 2016

TEMER PREVÊ UMA CATÁSTROFE SEM O LIMITE DO TETO PELOS PRÓXIMOS 20 ANOS. EU TAMBÉM SONHO COM OUTRAS CATÁSTROFES



A vida eterna, dá-lhe Senhor


247 - Em jantar com mais de 200 políticos da base aliada neste domingo (9), o presidente Michel Temer criticou a oposição à proposta da PEC do teto dos gastos públicos e afirmou que qualquer movimento para derrotá-la "não pode ser admitido".

A PEC tem sido muito criticada por congelar por 20 anos os gastos públicos e foi classificada como "o desmonte do Estado Social brasileiro" pelo professor Bresser Pereira (leia aqui).

O peemedebista recebeu cerca de 210 deputados federais e alguns senadores, como o presidente da Casa, Renan Calheiros, para discutir as estratégias de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição. O movimento também vem sendo encarado como uma tentativa do presidente de demonstrar força política. 

Em seu discurso, Temer defendeu que a aprovação da iniciativa não será apenas uma vitória do governo federal, mas sim de toda a classe política, destaca reportagem na Folha de S.Paulo.

"Nós estamos cortando na carne com essa proposta e todo o qualquer movimento ou ação corporativa que possa tisnar a medida do teto de gastos públicos não pode ser admitida", disse.

Segundo ele, ao aprovar a medida, a os Poderes Executivo e Legislativo "estarão fazendo história". O peemedebista ressaltou que seu objetivo é chegar no último dia do mandato erguendo as mão e dizendo que salvou o país.

"Nós estamos fazendo história até o último dia do governo federal. E, lá na frente, vamos erguer as mãos e dizer que salvamos o Brasil", afirmou.

Veja a íntegra do discurso de Michel Temer aos parlamentares: 

Meus amigos, eu quero, em primeiro lugar, agradecer muitíssimo a presença de todos. Mas eu acho que a presença dos que vieram aqui, Renan, Rodrigo, revela a responsabilidade da classe política com o País. Tantas e tantas vezes nós, da classe política, eu me incluo nela, somos observados e muitas vezes criticados. Até muitas vezes quando acontece isso, você tem um feriado no meio da semana e eles dizem: “olha, agora ninguém vai aparecer”. Pois, olhe, Rodrigo, hoje os parlamentares da Câmara Federal estão dando um exemplo. Nós anotamos quase 300 parlamentares aqui, portanto, mais oito que já aprova a PEC.

De modo que eu quero agradecer muitíssimo a gentileza de vocês terem, em primeiro lugar, aceito o convite. Em segundo lugar, os que não vieram falaram conosco e estarão aqui amanhã com o mesmo interesse que os senhores e as senhoras demonstraram no dia de hoje.

Quero agradecer também ao José Márcio Camargo e ao Castellar pela exposição que fizeram porque vocês viram que este jantar, que é um jantar, digamos, de confraternização, transformou-se em um jantar de trabalho. Mas acho que foi muito útil para todos nós, não é? Quando nós vemos os gráficos e os dados que vão para o quadro, nós verificamos a indispensabilidade desta reforma que nós vamos fazer amanhã. Eu tenho certeza que todos, o Rodrigo sugeriu 10h30, eu tomo a liberdade de sugerir que todos estejam às 10h. Porque às 10h todos estão lá, registram presença e como muitos líderes já me pediram e pediram ao Rodrigo, que também os colegas não saiam do plenário porque as votações serão quase todas nominais, e, sendo nominais, elas serão mais rápidas do que aquelas que depois se pedem verificação. E até sendo nominal, convenhamos, dá muita seriedade àquilo que for aprovado. Que quem aprovar está aprovando nominalmente.

De modo que eu quero muitíssimo agradecer a presença, mas revelar uma alegria, a alegria de saber que o Legislativo e o Executivo estão trabalhando juntos. Isto é uma coisa importantíssima. Não é a primeira vez, a presença do presidente do Senado, do presidente da Câmara ao lado do presidente da República. Agora vou dizer, viu, Rodrigo, sabe que eu tenho saudade do meu tempo de presidente da Câmara. Era uma coisa agradável.

Mas eu quero agradecer muitíssimo, dizer a vocês, aos amigos que estão aqui que esta integração entre o Executivo e o Legislativo não vai parar amanhã, ela vai continuar até o fim do governo. E como disse o Rodrigo, nós estamos fazendo história. E nós queremos, no último dia do nosso governo, do meu e dos colegas deputados, nós queremos erguer as mãos e dizer: salvamos o Brasil. Isto é o que nós queremos.

E vejam que o Rodrigo teve uma posição, viu, Renan, muito adequada. Ele não pediu para membros do governo virem falar sobre a PEC. Porque o membro do governo, nós olhamos. Bom, o governo está querendo aprovar e, certa e seguramente, pode ser parcial nas suas afirmações. Ele trouxe dois eminentes membros da universidade no Brasil, que vieram aqui e revelaram a luzes claras, de maneira transparente o que significa aprovar a Proposta de Emenda Constitucional que fixa um teto para os gastos públicos. Isso vai, meus amigos, significar não só, quero dizer, uma vitória para o governo, sem dúvida alguma, mas uma vitória para a classe política. E nós todos estamos precisando revelar ao País que nós temos responsabilidade, que todos nós, de alguma maneira, estamos cortando na carne. Todo e qualquer movimento de natureza corporativa que possa tisnar a PEC do teto não pode ser admitido.

De modo que vocês, na verdade, fazem um trabalho extraordinário no Legislativo brasileiro. E este fato, tenha absoluta convicção, presidente Renan, presidente Rodrigo, que o fato de nós aprovarmos em uma segunda-feira, antevéspera de um feriado, uma matéria de tamanha relevância, tamanha importância, vai ganhar o aplauso de todo o povo brasileiro.
Muito obrigado a vocês.



Nenhum comentário:

Postar um comentário