quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

ELITE CORRUPTA UTILIZA GOLPE PARA DETERIORAR A DEMOCRACIA E O ESTADO DE DIREITO COM PROGRAMA QUE NÃO SERIA APROVADO PELAS URNAS, DIZ CIENTISTA NORTE AMERICANO



Conspirador, traidor, golpista, pau mandado, sem liderança, vacilante, medroso e achacador

Alguns previam que o afastamento de Dilma Rousseff sem crime de responsabilidade resultaria numa degradação maior das instituições e do Estado de direito.
"Foi exatamente o que aconteceu, seguido pela repressão política que quase sempre acompanha esse tipo de 'mudança de regime'", afirma o economista norte-americano Mark Weisbrot, codiretor do Centro de Pesquisa Econômica e Política, em Washington, e presidente da Just Foreign Policy, organização norte-americana especializada em política externa.
Em artigo na Folha de S.Paulo esta quinta-feira 22, ele cita alguns exemplos dessa degradação, como a invasão, a tiros, pela polícia a uma escola do MST em São Paulo. "A politização do Judiciário já era um problema de importância maior no período que antecedeu o afastamento de Dilma. Agora assistimos a uma corrosão maior das instituições, quando um juiz do Supremo Tribunal Federal emitiu uma liminar afastando Renan Calheiros da presidência do Senado", acrescenta.

A PEC do teto dos gastos, para ele, se trata de uma "emenda constituição escandalosa", um "inusitado compromisso de longo prazo com a pobreza crescente". "Os cortes que o governo propõe para as aposentadorias públicas vão atingir mais duramente a classe trabalhadora e os mais pobres", lembra também, sobre a reforma da Previdência.
"A deterioração da democracia, do Estado de direito e dos direitos civis é o que ocorre quando uma elite corrupta utiliza uma 'mudança de regime' ilegítima para aprovar à força mudanças estruturais grandes e regressivas para as quais jamais ganharia apoio nas urnas", escreve ainda o economista, para quem "os juros exorbitantes do país representam outra política macroeconômica fracassada que bloqueia a recuperação econômica".
"O governo atual não tem nada a oferecer, exceto uma repetição do fracasso econômico de longo prazo de 1980-2003, que a população não vai aceitar. Vem daí a degradação que está promovendo das mais importantes instituições políticas do país", conclui Weisbrot.

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