segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

SERGIO MORO PROCESSA AUTOR DE LIVRO QUE DENUNCIA SUA PARCIALIDADE





Emanuel Cancella - Coordenador do SINDPETRO-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), tem a coragem de denunciar ao Brasil e ao mundo os crimes do juíz parcial que protege o PSDB de Aécio Neves, por quem nutre profundo querer.


A seguir, texto de Emanuel Cancella no DCM



A intimação do MPF de nº 09/2016 (PR-RJ – 00080581/16) datada de 09/11/16, chegou a minha residência por volta 16:00 h do dia 9/12. Liguei para o MP, no mesmo dia, por volta das 17:30 h, para saber quem seria o pseudo-ofendido das “ (…) Possíveis práticas de crime contra a honra de servidor público federal…”
Falei com uma atendente, que passou para a outra, que por sua vez mandou que eu ligasse 20 minutos depois. Liguei e fiquei sabendo que o autor da intimação era o juiz Sérgio Moro.
Em primeiro lugar, quero dizer que não conheço o juiz pessoalmente, não tenho nenhum problema pessoal contra ele, entretanto tenho severas críticas à operação Lava Jato que ele comanda.
Quero salientar também que a Lava Jato tornou-se o maior acervo da vida politica brasileira contemporânea, porém, na minha concepção, e de muitos, Moro usa de forma seletiva essas informações.
Aliás, esses questionamentos da seletividade foram feitos não só no Brasil como nos EUA e agora na Alemanha. E tanto nos Estados Unidos como na Alemanha Moro responde de forma cínica. Nos EUA, segundo divulgação da imprensa: “O juiz Sergio Moro disse que não julgou casos relacionados ao PSDB porque investigações sobre o partido não chegaram a ele (1).” Na Alemanha: “Moro chama de “infeliz” foto em que aparece rindo com Aécio Neves, mas ressalta que senador não é investigado. (2)”
Entretanto todos sabem que governo tucano de FHC, na Petrobrás, já foi denunciado várias vezes e ainda, na certeza da impunidade, o próprio FHC reconhece no livro Diários da Presidência que havia corrupção na Petrobrás, em seu governo. Além disso, o filho de FHC já foi citado, em negócios espúrios, pelo ex-diretor da Petrobrás preso, Nestor Cerveró, como também pelo operador do PMDB, Fernando Baiano. Aécio Neves não é investigado na Lava Jato simplesmente porque o juiz Moro não quer, pois já foi delatado mais de 5 vezes.  Moro faz ouvido de mercador (3, 4).
Alguém tem que dizer ao juiz Moro que o mundo e a informação hoje são globalizadas. Com isso a Lava Jato não se restringe à “Republica de Curitiba” e o mundo está acompanhando o golpe que está acontecendo no Brasil.
Moro tem que explicar à sociedade a sua colaboração exacerbada com o governo dos EUA em relação à Petrobrás, já que, além de convocar os procuradores estadunidenses para investigar a Petrobrás, ainda autorizou os corruptos da Empresa a irem testemunhar contra o Brasil nos tribunais americanos(6). Logo os americanos que estão doidos para abocanhar o pré-sal! Assim fica fácil para eles!
Moro autoriza essa “ajudinha” os americanos, em detrimento do Brasil, mesmo sabendo que se trata de uma farsa a principal acusação nessas ações contra a Petrobrás. Os gringos espertamente alegam, e Moro fornece argumentos, que a corrupção seria a motivação da queda das ações da empresa.
Entretanto o mundo sabe que as ações, de todas as petroleiras do mundo, não só da Petrobrás, caíram por conta da desvalorização do barril do petróleo. Na verdade, a queda do valor do barril, e consequentemente das ações, foi artimanha dos EUA, em conluio com a Arábia Saudita, que juntos aumentaram a oferta do petróleo no mercado, derrubando o preço de US$ 140 para US$ 30. Tudo isso faz parte da política internacional americana para usurpar o petróleo alheio, prejudicando assim países produtores como a Rússia, Ira, Venezuela e Brasil.
E a blindagem aos tucanos segue agora na Petrobrás! A Lava Jato, que diz combater a corrupção na Petrobrás, se furta a barrar a gestão do tucano Pedro Parente na empresa. Parente está fazendo uma verdadeira liquidação com os ativos da Petrobrás, num verdadeiro bota-fora com o patrimônio conquistado com o suor do povo brasileiro. Inclusive a venda de ativos está sendo interrompida pelo TCU (5).
Parente está vendendo, sem licitação, o petróleo do pré-sal do campo de Carcará a preço de um refrigerante, quando o preço do barril no mercado internacional está acima de US$ 50. 
Fico preocupado porque essa intimação chega no momento em que o meu livro, A Outra Face do juiz Sérgio Moro, está na fase final de revisão para em seguida ir para a gráfica. O lançamento do livro será com até o final do ano. Aliás, quero agradecer, de público, à brilhante jornalista Fátima Lacerda que, sem ela, essa obra não seria concretizada, como também aos cartunistas Mega e Latuff. Esclareço que toda a renda do livro, incluindo o trabalho gratuito da jornalista, será doada para os cerca de 2 milhões de trabalhadores demitidos em função da Operação Lava Jato, sendo retirados apenas os custos da edição, financiada pelo autor.
Quero dizer que o livro expressa críticas à atuação do juiz Moro, mas também dá a ele a oportunidade de explicar situações da Lava Jato questionadas no Brasil e no mundo!
Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2016      
                          
Emanuel Cancella que é da coordenação do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

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