sábado, 22 de abril de 2017

ELEIÇÕES DIRETAS NA VENEZUELA É O MELHOR REMÉDIO, DIZ O GOLPISTA MICHEL TEMER



CONSPIRADOR, TRAIDOR, GOLPISTA E ACHACADOR NO BRASIL, TEMER PEDE ELEIÇÕES DIRETAS NA VENEZUELA
Rejeitado por 78% dos brasileiros, que defendem sua cassação imediata, Michel Temer disse que o problema da Venezuela só será resolvido com novas eleições presidenciais



Beneficiário do golpe articulado pelo ex-deputado Eduardo Cunha, condenado a 15 anos de prisão, e pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), recordista em inquéritos na Lava Jato, Michel Temer defendeu neste sábado 22 eleições diretas... na Venezuela.

Em entrevista à Agência Efe, ele disse que espera por uma solução pacificadora para a crise no país e afirmou que ela só será resolvida com "eleições livres". Segundo ele, se elas não ocorrerem, o país perderá as "condições de convivência" no Mercosul.

Temer ressaltou o que definiu como "preocupação profunda" que tem em relação ao "povo venezuelano" e disse esperar que, "muito proximamente, haja uma solução pacificadora na Venezuela por meio de eleições livres e com aplicação plena dos princípios democráticos".
Curiosamente, no Brasil, onde 78% querem a cassação do mandato de Temer pelo TSE, segundo pesquisa Vox Populi, 90% dos cidadãos defendem o mesmo que Temer, mas aqui: eleições diretas para a escolha de seu substituto.

Temer chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar que tirou uma presidente eleita, Dilma Rousseff. Segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada no fim de março, 55% consideram a gestão Temer ruim ou péssima e 79% não confiam no peemedebista.

Na entrevista, Temer comentou ainda sobre a entrada de venezuelanos no Brasil, por meio de Roraima, diante da crise, e contou que o governo brasileiro tentou mandar ajuda humanitária ao país, com medicamentos que estariam em falta por lá, mas que a ajuda teria sido recusada.

A Venezuela convive há três semanas com protestos contra o governo de Nicolás Maduro, cuja violência já deixou 23 pessoas mortas. Os líderes da oposição exigem que o presidente convoque eleições gerais, liberte 100 ativistas e respeite a autonomia do Congresso, que é liderado pela oposição.

Leia mais sobre o tema em reportagens das agências Reuters e Sputnik:

Oito são eletrocutados em Caracas em meio a protestos da Venezuela

Por Eyanir Chinea e Efrain Otero

CARACAS (Reuters) - Oito pessoas foram eletrocutadas durante um incidente de saques em Caracas, disse um bombeiro nesta sexta-feira, em meio a violentos protestos contra o presidente venezuelano, Nicolas Maduro, com opositores acusando-o de tentar criar uma ditadura.

O acidente ocorreu quando um grupo de saqueadores invadiu uma padaria no bairro de El Valle, de acordo com o bombeiro, que pediu anonimato. Não foi possível confirmar imediatamente os detalhes do incidente com o hospital ou outros funcionários.

O Ministério Público disse na sexta-feira que está investigando 11 mortes em El Valle, acrescentando que "algumas" vítimas morreram ao serem eletrocutadas.

Nove pessoas foram mortas na violência associada a uma onda de manifestações anti-governo nas últimas três semanas em que manifestantes entraram em confronto com as forças de segurança.

Dezenas de empresas na área de El Valle mostraram sinais de saque, que vão desde prateleiras vazias até janelas quebradas e portões de entrada de metal torcido.

O Ministério da Informação não respondeu imediatamente a um pedido de detalhes.

As forças de segurança patrulharam grande parte de Caracas na sexta-feira, incluindo El Valle.

O governo de Maduro está resistindo até agora à pressão dos protestos mais sérios em três anos, com líderes da oposição fazendo uma série de demandas políticas, atraindo o apoio de um público irritado com a economia do país em colapso.

Os dirigentes do partido socialista descrevem os manifestantes como bandidos que estão prejudicando a propriedade pública e perturbando a ordem pública para derrubar o governo com o apoio de adversários ideológicos em Washington.

Os líderes da oposição prometeram manter seus protestos, exigindo que o governo de Maduro convoque eleições gerais, liberte quase 100 ativistas da oposição e respeitem a autonomia do Congresso liderado pela oposição.

A economia venezuelana está em queda livre desde o colapso dos preços do petróleo em 2014. O generoso programa de bem-estar financiado pelo petróleo criado pelo líder socialista Hugo Chávez, antecessor de Maduro, deu lugar a uma economia marcada pela escassez de produtos e inflação de três dígitos.

A raiva pública com a situação cresceu no mês passado quando a Suprema Corte, tida como próxima do governo, assumiu poderes do Congresso. Os protestos foram cresceram quando o governo impediu que o líder da oposição, o candidato presidencial duas vezes Henrique Capriles, de ocupar cargo público.

Crise da Venezuela cruza a fronteira e invade o Brasil

A chegada cada vez em maior número de venezuelanos a Roraima, Estado que faz fronteira com a Venezuela, está criando sérias dificuldades para as autoridades locais.

Saúde e educação, de acordo com a secretária extraordinária de Relações Internacionais do Governo de Roraima, Veronica Caro, são os setores que mais preocupam, já naturalmente sobrecarregados com a população local.

Diante do cada vez maior número de venezuelanos em Roraima, a ONG Human Rights Watch (HRW) divulgou um relatório em que pede às autoridades federais para conceder recursos adicionais ao Estado, de modo a fazer face ao atendimento tanto aos roraimenses quanto aos venezuelanos que não param de cruzar a fronteira.

A Human Rights Watch estima que, desde 2014, 12 mil venezuelanos entraram em Roraima, porém Veronica Caro diz que não é possível citar um número exato. Nesta quarta-feira, 19, a secretária de Relações Internacionais participou de uma reunião com a Polícia Federal e perguntou se a instituição dispunha de números. A resposta que recebeu foi de que não é possível estabelecer uma cifra exata, já que entre os migrantes da Venezuela há indígenas (que não passam por controle de fronteira), transitórios – os que vão para Roraima (e, em especial, à cidade fronteiriça de Pacaraima) apenas para comprar os gêneros básicos que não encontram mais na Venezuela – e os que chegam com a intenção de ficar. Veronica Caro acrescentou que, caso haja uma insistência por números, deve-se calcular algo entre 7 mil e 10 mil venezuelanos em Roraima.

Em entrevista exclusiva à Sputnik Brasil, Veronica Caro diz ainda que "a Venezuela está vivendo uma situação muito delicada", o que explica os deslocamentos de venezuelanos para Roraima, mas a secretária destaca que, mesmo com toda esta massa de migrantes, jamais ouviu qualquer cogitação de que o Brasil poderia fechar a fronteira com a Venezuela.

Na segunda-feira, 17, a Governadora Suely Campos (PP) afastou-se do comando do Executivo de Roraima. Seu cargo está sendo exercido pelo vice-governador Paulo César Quartiero (DEM). Informações divulgadas pela mídia, no início desta semana, dão conta de que Quartiero pediu à Polícia Militar que reforce a segurança na fronteira a fim de evitar que mais venezuelanos entrem em Roraima através do município de Pacaraima. Quartiero teria dito, ainda segundo a mídia, que "a nossa prioridade é Roraima, o habitante de Roraima. Este que paga nosso salário. Nós temos que atender ele. A questão humanitária tem a ONU, tem nações ricas que podem ajudar. Nós estamos no limite."

TEMER NÃO TEM MAIS SAÍDA - ODEBRECHT ENTREGA PROVAS DA MEGA PROPINA DE 126 MILHÕES PEDIDA E RECEBIDA POR TEMER.



Maior beneficiário do golpe, mesmo que momentaneamente uma vez que não pode ser indiciado por crime praticado antes do mandato, o golpista achacador e recebedor de propina Michal Temer já sabe que o seu destino num futuro bem próximo será a cadeia.


A Odebrecht apresentou aos investigadores da Lava Jato os extratos que comprovariam o pagamento da propina de US$ 40 milhões, equivalentes a R$ 126 milhões, acertada numa reunião presidida por Michel Temer, com a presença de Eduardo Cunha e do lobista João Augusto Henriques, ambos presos em Curitiba, segundo informam as jornalistas Camila Mattoso e Bela Megale.
 
A maior parte do dinheiro foi paga em contas no exterior e o valor equivalia a 5% de uma contrato na área internacional da Petrobras que a presidente deposta Dilma Rousseff cortou em 43%. As cifras superam até os US$ 40 milhões estimados inicialmente.

"De acordo com documentos referentes ao PAC-SMS, apresentados pela Odebrecht, os repasses foram feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos atingem US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas chega a US$ 65 milhões. Do total, uma pequena parte foi paga em espécie no Brasil, em hotéis em São Paulo, no casos de petistas citados, e em um escritório no centro do Rio, localizado na rua da Quitanda, para os demais. A maior parte, no entanto, foi repassada a contas de operadores no exterior", reportam as jornalistas.

De acordo com os delatores Márcio Faria e Rogério Almeida, não se tratou de doação eleitoral, mas sim de propina, uma vez que o valor correspondia a 5% de um contrato da Petrobras. Quando soube que o PMDB estaria roubando na Petrobras, Dilma determinou que Graça Foster, então presidente da estatal, cortasse o contrato quase pela metade (leia aqui).

De acordo com uma pesquisa Vox Populi, hoje, 78% dos brasileiros defendem a cassação de Temer e 90% querem eleições diretas, para que o Brasil tenha um governo legítimo. Atualmente, segundo o filósofo Vladimir Safatle, o futuro de cada brasileiro está sendo decidido por corruptos.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

GLOBO E MERCADO FINANCEIRO A UM PASSO DA LAVA JATO



A herança genética de Roberto Marinho foi transmitida para William Bonner (seu nome de batismo é Boinamerd, com 'd' mudo) no dia da sua morte, quando, em prantos, o âncora - e agora também editor - do Jornal Nacional noticiou o falecimento do golpista mor. Desde então esse cafajeste não tem feito outra coisa a não ser lamber os sapatos italianos dos seus patrões num trabalho diuturno contra o povo brasileiro. Esse é o nosso maior inimigo.



Em depoimento diante do juiz Sergio Moro, nesta quinta (20), o ex-ministro Antonio Palocci negou que tenha recebido pagamento de vantagens indevidas em benefício próprio ou em nome do PT em troca de defender os interesses da Odebrecht nos governos Lula e Dilma. Por outro lado, em jogada com sua defesa, Palocci sinalizou que pode arrastar para a Lava Jato nomes de mercado financeiro e grandes empresas de comunicação que teriam pedido "grande montantes de recursos" no início do primeiro mandato de Lula. Isso para mostrar que não era apenas a Odebrecht que exercia forte lobby na política.

Na rodada de perguntas feitas por seu advogado, Palocci foi confrontado sobre a existência de uma planilha onde constam valores que a Odebrecht diz que seram "provisões" destinadas ao financiamento de campanhas do PT. A planilha apresenta valores que Marcelo Odebrecht afirmou que foram repassados ao partido em troca de aprovações de dois projetos do interesse do grupo, pelo menos.

Palocci negou que tenha negociado propina com a empresa, mas admitiu que "tomou conhecimento" da história de "provisões da Odebrecht ao PT" ainda no governo Lula. Segundo ele, pouco antes da eleição de 2014, a Odebrecht fez chegar ao ex-presidente a informação de que havia, "além daquilo que havia sido comprometido na campanha [doação oficial], uma provisão em torno de R$ 200 milhões."

"Lula me preocurou porque essa pessoa lhe falou que eu deveria saber disso. Ele estava surpreso, estranhando, achei ele irritado. Eu também fiquei muito surpreso com 'previsão'. Eu disse que não sabia de nada. Fui atrás de Marcelo e disse que nunca tratamos com a empresa através de provisões", disse Palocci.

Segundo o ex-ministro, "nesse momento, Marcelo tentou construir um entendimento comigo de que isso acontece, de que ele havia me falado que eles trabalham dessa maneira na empresa, fazendo provisões." Palocci afirma que, sentindo-se desconfortável, pediu a Marcelo que esclarecesse a história com Emilio Odebrecht, que teria conhecimento de que a relação da Odebrecht com o PT se dava de maneira institucional. Depois, o petista afirmou que voltou a Lula e disse que resolveu o "mal entendido".

"Passados dois meses, uma pessoa me procurou, numa conversa estranha, um empresário querendo saber de contribuição de campanha, ambientes eleitorais, como a gente lidava com isso. A pessoa é minha amiga, achei a conversa estranha. Ele foi inconveniente, mas não foi desrespeitoso. Ele percebeu que eu rechacei e ele parou o assunto. Eu só fui entender dois meses depois, quando um banqueiro me procurou e disse que estava ali mandatado por pessoa do governo, e queria dizer que vai cuidar das coisas de financiamento de campanha, provisões, usou a mesma palavra. Queria saber se eu poderia ajudar. Eu queria saber se a presidente Dilma sabia que ele estava ali. Ele disse que não, mas estava ali em nome de uma pessoa do primeiro escalão do governo", comentou Palocci.

Nesse momento, começa o mistério. "Eu pediria para não declinar nomes nesse momento, mas em sigilo eu falo o que o senhor quiser. É que essa audiência é pública, mas fico à disposição para lhe dizer o que o senhor achar adequado", disse Palocci. Moro, por outro lado, não demonstrou interesse.

"Essa pessoa me disse que iria cuidar dos recursos [ao PT]. Eu disse tudo bem, mas não sabia como funcionava isso. Ele estranhou, achou que eu iria dar vários dados e informações. Eu disse que não tinha nada a informar. Ai ele entrou no assunto de provisões da Odebrecht, dizendo que se eu falasse, a gente poderia capitalizar esses recursos. Eu disse que ele estava mal informado."

"Você é uma grande personalidade do meio financeiro, se procurar a Odebrecht, eles vão esclarecer isso com facilidade, não precisa de mim", disse Palocci.

"Esse assunto deu muita cria, inclusive nos assuntos relacionados à Lava Jato. Só peço licença ao senhor para não declinar nomes, o senhor decide se lhe interessa ou não, e eu me prontifico a lhe falar tudo ou a quem o senhor determinar", reforçou.

O advogado de Palocci, então, questionou uma declaração anterior, em que o ex-ministro disse que grandes empresas de comunicação também receberam atenção do governo, assim como a Odebrecht.

"Olhando o cenário de hoje, parece que todos os governos só trabalham em função da Odebrecht. O que eu procurei demonstrar é que o primeiro problema que tive quando sentei na cadeira de ministro da Fazenda foi o setor da construção civil."

"O que isso tem a ver com Odebrecht?", perguntou Moro. Ao que Palocci respondeu: "O governo muitas vezes salva empresas, em situações de emergência, usando o limite da lei."

Palocci, nesse momento, denotou que o governo Lula recebeu de empresas de comunicação pedidos por "grandes montantes de recursos".

No final da audiência, quando Moro abriu espaço para Palocci falar o que quisesse, o ex-ministro reiterou a declaração enigmática.

"Fico à sua disposição hoje e em outros momentos, porque todos os nomes e situações que eu optei por não falar aqui, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição o dia que o senhor quiser. Se o senhor estiver com a agenda muito ocupada, a pessoa que o senhor determinar, eu imediatamente apresento todos esses fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente do interesse da Lava Jato."

E completou: "Acredito que posso dar um caminho, que talvez vá dar um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil."

ITALIANO

Palocci ainda apresentou a Moro duas provas de que ele não é o "italiano" que aparece em comunicações da Odebrecht. A primeira é uma mensagem em que Marcelo diz que não havia encontrado o italiano na diplomação de Dilma Rousseff. Palocci mostrou fotos suas no evento. O segundo indício é um e-mail de Marcelo Odebrecht para Alexadrino Alencar, onde este último diz: "Falei com Palocci e Palocci me disse que Itália e GM [Guido Mantega] estiveram com a presidente". Palocci disse que a mensagem demonstra que Itália era uma terceira pessoa.

Confrontado por um e-mail que mostra que Branislav Kontic, seu ex-assessor parlamentar, teria agendado em 2009 uma reunião entre Marcelo e "italiano", Palocci respondeu que poderia ter sido reunião com qualquer político. Várias vezes, disse, ele pediu a Marcelo para conversar com outras lideranças do PT, e o então assessor fazia a ponte.

Palocci também negou que tenha tratado de pagamentos no exterior com João Santana e Monica Moura, responsáveis pelas últimas campanhas do PT. Ele disse que quando recebia cobranças do casal, entrava em contrato com o tesoureiro do partido - José de Fillippi Jr ou João Vaccari Neto - para que ele resolvesse as questões.

CONTRIBUIÇÃO

"Eu nunca operei contribuições [para campanhas do PT], porque não era meu papel. Eu dizia aos empresários para atenderem os tesoureiros do partido", disse Palocci. Ele também comentou que, nas poucas vezes em que buscou apoio financeiro para eleições, chegou a tratar desse assunto por telefone e deixava "claro" que queria "coisa com recibo", ou seja, doação oficial.

REFIS DA CRISE

Palocci também falou sobre o chamado Refis da crise. Delatores da Odebrecht dizem que fizeram doações ao PT em contrapartida à aprovação desse projeto.

O ex-ministro explicou o contexto da aprovação do Refis e disse que ele não teve participação no episódio, pois tratava-se de tema do governo, ou seja, de competência de Guido Mantega.

Ele contou que o lobby da Odebrecht começou, na verdade, pela aprovação da Medida Provisória 460, que tratava de revogar um benefício que "foi dado no passado, 10% do IPI de exportações era dado como crédito para empresas. E todas as empresas estabeleceram uma tese jurídica de que isso não poderia ser extinto. Marcelo queria anular a anulação desse imposto."

"Eu disse a ele [Marcelo Odebrecht] que eu não poderia jamais apoiar a MP porque eu era contra ela e, segundo, porque minha posição era decisiva para o processo. Porque na bancada do PT [na Câmara], em questões econômicas, eu era consultar às vezes em caráter decisivo. E o PT era um dos poucos partidos que se colocavam contra a medida, que envolvia R$ 100 bilhões. Eu disse que se fosse aprovada, eu trabalharia para ela ser vetada." 

No final, a MP foi "aprovada amplamente no Congresso e eu e Guido Mantega trabalhamos para ser vetado pela presidência". Semanas depois, o Supremo Tribunal Federal "chamou o processo e decidiu que os valores retidos pelas empresas deveriam ser devolvidos e que esse crédito de exportações não existia mais. E aí no Refis da crise [foi sugerido], se propôs o parcelamento desses pagamentos. Eu não participei diretamente disso. Era coisa de governo."

Segundo Palocci, Marcelo mandou e-mails para ele querendo discutir o Refis da crise. "Eu disse para ele que era uma questão muito tecnica, que ele deveria procurar o Ministério da Fazenda."

O ex-ministro ainda disse que no caso do Refis, "ali não estava se fazendo bondade nenhuma. Só estavam decidindo a forma que as empresas deveriam pagar [pelo fim do crédito do IPI das exportações]. Se não, no fundo, ninguém iria pagar."

"Há uma grande mudança no estilo e gestão da empresa até 2008, 2009, quando Marcelo Odebrecht assume. Antes, tinha a liderança que se pode ver na pessoa de Emílio Odebrecht uma atitude diferente em relação às suas agendas, a flexibilidade das posições. Isso mudou bastante. Antes tinha uma empresa com percepção de Brasil e mundo, e Marcelo já era um guerrilheiro das causas da empresa."

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A QUADRILHA DO PMDB VENDEU À ODEBRECHT MEDIDAS PROVISÓRIAS MESMO DEPOIS DE INICIADA A LAVA JATO



Claudio Melo Filho, ex-diretor da empresa, tinha como seu maior interlocutor o senador Romero Jucá (PMDB-RR), a quem tratava como "resolvedor da República no Congresso"; ele diz ter pago, ao longo desse período, R$ 22 milhões ao peemedebista

O início das investigações da Lava Jato não inibiu a Odebrecht de seguir com sua rotina de pagamentos irregulares a políticos com o objetivo de alterações na legislação que fossem favoráveis aos interesses da empreiteira.

Em depoimentos ao Ministério Público, ex-executivos da Odebrecht afirmaram que, de 2005 a 2015, a empresa pagou propina, fez contribuições oficiais ou doou por meio de caixa dois para tentar influenciar o destino de pelo menos 20 atos do Legislativo e do Executivo, em sua maioria a edição e a aprovação de medidas provisórias.

Os últimos acertos relatados pela empresa ocorreram quando a Operação Lava Jato já estava em andamento –trata-se da medida provisória 677 de 2015, que prorrogou contratos de energia de grandes indústrias no Nordeste.

As informações são de reportagem da Folha de S.Paulo.

"O exame dos depoimentos mostra que o trabalho do grupo se voltava principalmente para influenciar a elaboração de normas ligadas à tributação e à renegociação de dívidas com o governo.

Os movimentos da companhia eram articulados por uma dobradinha: Marcelo Odebrecht mantinha interlocução com o Executivo, e Melo Filho, com o Congresso.

Melo Filho tinha como seu maior interlocutor o senador Romero Jucá (PMDB-RR), a quem tratava como "resolvedor da República no Congresso". Ele diz ter pago, ao longo desse período, R$ 22 milhões ao peemedebista, que seriam divididos com Renan e com seu sucessor, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Em geral, os textos eram previamente discutidos por Odebrecht com integrantes do governo e, depois, Melo Filho atuava para ajustá-los e aprová-los no Congresso.

Em pelo menos um dos depoimentos, ele usa a palavra "comprar" para descrever a ação da empreiteira em relação à aprovação das normas."

quarta-feira, 19 de abril de 2017

SERGIO MORO SE DERRETE QUANDO APERTA A MÃO DE TEMER. ENCONTRO DE ÍNCLITOS



ESTE É O "JUIZ" QUE VAI JULGAR O EX PRESIDENTE LULA.
É O JUIZ QUE SÓ FALTA SE BORRAR QUANDO APERTA A MÃO DE UM BANDIDO, E QUE FECHA A CARA E TIRA ONDA DE MACHO QUANDO ACUA COM SEU CARGO UM HOMEM HONESTO, DESDE QUE SEJA ODIADO POR SEUS AMIGOS BANDIDOS
PRA MIM NÃO VALE NADA MESMO...


Michel Temer participou nesta quarta, dia 19, de uma cerimônia em comemoração ao Dia do Exército.

O ficha suja se encontrou na tribuna de honra com Sergio Moro, que o cumprimentou efusivamente.

Moro recebeu a medalha de Honra do Mérito Militar, juntamente com Luciano Huck.

Os ministros do STF Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, que também seriam homenageados, tiveram o bom sendo de não comparecer ao evento.

A foto de Moro e Michel viralizou.

MIRIAM DUTRA E SUA IRMÃ MARGRIT DE UM LADO E FHC E ZÉ SERRA DO OUTRO: ABUSO, INFANTICÍDIO, ADULTÉRIO



A conexão entre os dólares de Serra depositados pela Odebrecht no exterior e o caso Miriam Dutra, ex de FHC, tem relacionamento com a irmã de Miriam Dutra, Margrit, que trabalhava até o ano passado camuflada no gabinete de Zé Serra no Senado com altíssimo salário.


A seguir, texto de Joaquim de Carvalho


A notícia de que a Odebrecht depositou o equivalente em dólares a 4 milhões de reais em uma conta no exterior para satisfazer um compromisso com José Serra traz de volta o nome de Miriam Dutra à corte tucana.

Segundo o executivo Luiz Eduardo Soares, a conta era de Jonas Barcellos, dono do grupo Brasif, que administra as lojas duty free em aeroportos do Brasil.

Miriam, que tem um filho que dizia ser do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, teve contrato de prestação de serviços assinado com a empresa de Jonas Barcellos no final do governo FHC.

Em entrevista gravada, concedida a mim em Barcelona, no ano passado, Miriam contou que esse contrato era de fachada, um artifício para que recebesse mesada de 3 mil dólares de Fernando Henrique Cardoso.

Assim como Jonas, da Brasif, Serra também se movimentou para ajudar Fernando Henrique no caso Miriam Dutra.

O apartamento que ela comprou em Barcelona foi reformado com a supervisão de Serra, que esteve lá pessoalmente e, segundo Miriam, orientava a liberação de dinheiro, juntamente com o primo, Gregorio Preciado.

A delação do executivo da Odebrecht indica que a relação entre Serra e Jonas vai além de Miriam Dutra.

Em 2010, Miriam Dutra continuava funcionária da TV Globo, mas não recebia o complemento da Brasif.
Em reportagem publicada pelo DCM em abril do ano passado, escrevi:

A tragédia da família Dutra se mistura a situações em que é difícil separar o assunto público do privado. Nos anos em que considera seu exílio na Europa, com salário da Globo e o dinheiro de um contrato fictício da Brasif, ela teria questionado Fernando Henrique quando a Brasif, empresa concessionária do governo federal, parou de transferir dinheiro – eram 3 mil dólares por mês.

— O Fernando Henrique disse: é claro, eu coloquei 100 mil dólares lá, e esse dinheiro já acabou.

A família não deixou de receber recursos, mas a Brasif, segundo Miriam, deixou de ser o canal.

A relação de Serra com Jonas da Brasif, no entanto, se mantinha.

A irmã de Miriam Dutra, a socióloga Margrit, trabalhava até o ano passado no gabinete de Serra no Senado.

Margrit foi casada com o jornalista Fernando Lemos, já falecido, de quem era sócio em uma empresa de lobby, a Polimídia, e ambos, assim como Miriam Dutra, eram muito próximos de Jorge Bornhousen, que foi vice-presidente da Brasif.

Eram todos de Santa Catarina.

Miriam contou que o cunhado é quem operacionalizou o contrato com a Brasif, para resolver dois problemas: o dela, Miriam, e o de Fenando Henrique.

“É assim que as coisas funcionam no lobby. Alguém sempre se movimenta para resolver os problemas”, disse-me, à época, Miriam.

Se o inquérito para apurar o propinoduto que liga a Odebrecht a José Serra for adiante, a Polícia Federal tem outras pistas além de Miriam Dutra.

Em 2010, na sua campanha a presidente, Serra foi confrontado com uma história nebulosa.

Naquele ano, teriam desaparecido 4 milhões de reais do caixa de campanha administrado pelo engenheiro Paulo Vieira Souza, conhecido como Paulo Preto, diretor de engenharia da Dersa, responsável pelas obras do Rodoanel.

Seriam os mesmos 4 milhões que agora, na delação da Odebrecht, aparecem como devolvidos à empresa, para que, convertidos em dólar, fossem depositados na conta de Jonas Barcellos no exterior?

É uma pista.

Paulo Vieira Souza e a irmã de Miriam, Margrit, muito ligada a Serra, talvez possam esclarecer alguns pontos.

PS: Margrit foi demitida no gabinete de Serra no Senado depois que Miriam Dutra disse que ela tinha um patrimônio incompatível com a renda de funcionária pública e era lobista.


terça-feira, 18 de abril de 2017

O DEUS QUE SERVE A TEMER NÃO É O MESMO QUE SERVE AO PAPA FRANCISCO



Papa Francisco para Temer, ao recusar convite para o tricentenário da Padroeira do Brasil: "Não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”.

Chega a ser vexaminoso a insignificância moral e representativa de Michel Temer a nível nacional e internacional. Recém conquistado o título de político mais mal avaliado do país, a mais nova repulsa além-fronteira a seu nome veio de dentro dos muros do Vaticano.

Em resposta a um convite da Presidência da República emitido pelo governo brasileiro para as comemorações dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, o sumo pontífice da Igreja Católica simplesmente declinou do pedido.

A desculpa oficial utilizada pelo papa Francisco foi a de que sua agenda o impediria de visitar o Brasil neste ano. Mas o que até os querubins da Capela Sistina já sabem é que Jorge Bergoglio foge de presidentes dessa estirpe como o diabo foge da cruz.

Não é a primeira vez que o papa Francisco dá claros sinais de sua insatisfação com o cenário político brasileiro montado por Michel Temer e sua quadrilha.

Além de já ter enviado uma carta não oficial em apoio a Dilma Roussef, em setembro do ano passado o líder católico declarou que o Brasil vive um “momento triste”.

A novidade é que desta vez o papa pesou a pena em sua missiva. Aproveitou a sua resposta para lembrar ao decorativo presidente do Brasil algumas lições de fundamento cristão.

Escreveu ele:

“Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo. Porém, não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira”.

Nesse momento até os fantasmas do Palácio do Jaburu se enrubesceram de tanta vergonha.

Mas a lição de Bergoglio continuou, certeira e implacável.

Ciente das cruéis “reformas” que o traidor da República impõe a toda uma nação, arrematou:

“Não se pode confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado”.

O papa e o resto do mundo civilizado sabem a que deus serve Michel Temer.

O capital, que financiou o golpe de Estado e o alçou ao mais alto cargo da democracia, é impiedoso com todos aqueles que não fazem parte de seu seleto círculo de convivas.

A preocupação do papa Francisco em relação às classes sociais menos favorecidas não é só real, é urgente.

Desde que Temer assumiu o poder, foram justamente os mais pobres os primeiros a sentirem os resultados mais trágicos de sua política econômica.

Não é por acaso que durante as celebrações da Semana Santa em todo o país houve inúmeras manifestações contra o atual presidente onde invariavelmente foi retratado e malhado como o Judas tupiniquim.

A julgar pela pauta que adota frente a um país dilacerado, o seu abandono e descaso com os mais pobres e partindo do princípio que é indigno de sequer receber a simpatia de um homem bom e afável como Jorge Bergoglio, não me admira que no fim das contas acabe sendo excomungado pela religião que diz seguir.

A pergunta que fica é: se não é o céu a recebê-lo, estaria o inferno preparado para tamanha maldade?

ZÉ SERRA: TODO DIA UM NOVO ROMBO COM DEPÓSITOS EM CONTAS NO EXTERIOR



ZÉ SERRA COMPETE COM AÉCIO, TEMER E CUNHA PELO STATUS DE MAIOR LADRÃO DO BRASIL. A CADA NOVO DIA APARECE MAIS UM DOS SEUS ASSALTOS AOS COFRES PÚBLICOS ATRAVÉS DE PROPINAS DE DEZENAS OU CENTENAS DE MILHÕES DE REAIS. SEU RABO ESTÁ CHAMUSCANDO E NÃO TEM BOMBEIRO QUE APAGUE A FOGUEIRA PARA A QUAL CAMINHA.


Um dos delatores da Odebrecht, o executivo Luiz Eduardo Soares, diz em depoimento que o ex-diretor do Dersa Paulo Vieira Souza, conhecido como Paulo Preto, devolveu R$ 4 milhões para a empresa em 2010. Posteriormente, o equivalente a esse valor em dólares, US$ 2 milhões, teriam sido depositados para José Serra em conta no exterior do empresário Jonas Barcellos, dono do grupo Brasif.

Os R$ 4 milhões foram pagos pela Odebrecht por causa da obra do Rodoanel Sul, segundo o delator.


"Em 2010, Serra foi candidato à Presidência pelo PSDB e perdeu a disputa para Dilma Rousseff (PT). Paulo Preto é acusado por delatores de intermediar repasses ilícitos no Dersa a favor de Serra e do atual ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira -o que ambos negam com veemência.

O senador afirma em nota à Folha que a história contada pelo delator não faz o menor sentido e negou que tenha beneficiado a Odebrecht quando ocupou cargos públicos.

O empresário citado pelo delator é dono da Brasif, empresa que administra free-shops em aeroportos.

Barcellos é apontado por delatores da Odebrecht como o quarto empresário a emprestar contas para que Serra recebesse recursos da Odebrecht. Os outros são Márcio Fortes, ex-tesoureiro do PSDB, Ronaldo Cezar Coelho, amigo de Serra, e José Amaro Pinto Ramos, acusado de ser lobista ligado aos tucanos paulistas. Todos negam que Serra seja o beneficiário desses depósitos.

Soares diz que a devolução dos R$ 4 milhões foi acertada por ele e Roberto Cumplido, executivo da Odebrecht que gerenciava o contrato do Rodoanel Sul, na sala de Paulo Preto no Dersa.

"Ele [Paulo Preto] estava querendo devolver um numerário para nós e fui lá combinar como seria a retirada desse dinheiro", diz Soares.

Ele diz que a Odebrecht acionou um empresário que trabalhava como doleiro para a empresa, Alvaro Novis, que retirou os R$ 4 milhões na casa de Paulo Preto.

Semanas depois, ainda de acordo com o delator, Benedito Junior, que presidiu a construtora do grupo, convocou-o para ir ao Rio acertar o depósito com o empresário da Brasif. Soares afirma que não se falou em Serra na reunião com Barcellos na sede da Brasif, no Leblon. Mas, segundo Soares, Benedicto Junior lhe disse que 'esse dinheiro pertenceria ao Serra'."


"ELE TRAMOU TUDO" - EDUARDO CUNHA DESMENTE O COMPARSA TEMER ATRAVÉS DE BILHETE ESCRITO ONTEM DE DENTRO DA PRISÃO EM CURITIBA


Estes são dois dos quadrilheiros de altíssima periculosidade, apoiados pela mídia nativa - golpista e caloteira - que tomaram nosso Brasil de assalto, destituindo uma presidenta honesta, com passado e presente irrepreensíveis, para que seus crimes não continuassem sendo investigados. Hoje, quase todos eles já viraram notícias nas páginas policiais, mesmo que em pequenas notas de rodapés.


O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entregou Michel Temer, do complexo penal onde está preso, em Curitiba, exatamente um ano depois do golpe parlamentar que tirou a presidente eleita Dilma Rousseff do poder.
 
Por meio de um bilhete, segundo reportagem de Paulo Gama, da Folha de S.Paulo, Cunha rebateu dois pontos da entrevista concedida por Temer no sábado 15 à TV Bandeirantes. O deputado cassado disse que a reunião com um executivo da Odebrecht em que foi acertado o repasse de US$ 40 milhões em propina para o PMDB, realizada em julho de 2010, segundo o delator da empreiteira, e que teve a participação de Cunha, foi "agendada diretamente com" o presidente.

"A referida reunião não foi por mim marcada. O fato é que estava em São Paulo, juntamente com Henrique Alves e almoçamos os três juntos no restaurante Senzala, ao lado do escritório político dele, após outra reunião e fomos convidados a participar dessa reunião já agendada diretamente com ele", afirma Cunha na nota, acrescentando que Temer "se equivocou nos detalhes".

O ex-deputado acrescenta, porém, que na reunião "não se tratou de valor nem [se fez] referência a qualquer contrato daquela empresa". "A conversa girou sobre a possibilidade de possível doação e não corresponde a verdade o depoimento do executivo", afirma o ex-deputado. Temer já confirmou em nota a existência da reunião, mas nega que combinou repasse de propina durante o encontro.

Além disso, Cunha afirma que a decisão de abrir o processo de impeachment de Dilma Rousseff, em dezembro de 2015, foi discutida com o então vice-presidente dois dias antes de ser oficializada. Cunha diz que o parecer foi "debatido e considerado por ele correto do ponto de vista jurídico". Na entrevista, Temer contou que foi informado por Cunha de que ele não abriria os processos porque o PT prometera votos favoráveis a ele no Conselho de Ética. Mas que depois informou que o acordo havia ruído, uma vez que o PT mudara de ideia.