domingo, 14 de fevereiro de 2016

A PIROCA DE LULA, A ELEIÇÃO NORTE AMERICANA, O BUNDA-MOLE FHC E A ESPERANÇA JEAN WYLLYS







Parafraseando Paulo Nogueira em texto no DCM

Quando o debate político começa a girar em torno de caixas de cerveja, e canoa (piroca) de 4 mil reais, é porque chegamos à mais pavorosa miséria intelectual.

É o triunfo da migalha sobre a relevância.

E então você olha para o que Bernie Sanders colocou na agenda norte americana de discussões políticas e sente vontade de chorar.

Num país muito mais rico que o Brasil, e muito menos desigual, Sanders forçou a sociedade a enfrentar suas verdadeiras feridas.

Que país pode funcionar decentemente, disse ele, quando a plutocracia toma de assalto a democracia?

Quando o big business toma conta do Congresso e da Casa Branca mediante doações multimilionárias para as campanhas? (Ou alguém acha que é um dinheiro dado de graça?)

Quando o pequeno punhado de privilegiados fica cada vez mais rico enquanto milhões de norte americanos perderam a casa e vivem nas ruas ou em amontoados precários de cabanas?

Quando as pessoas não têm direito a um tratamento público de saúde decente, e os estudantes pobres não têm como pagar faculdades caras?

Ora, ora, ora...

São temas atualíssimos no Brasil. Melhor: velhíssimos. Vivemos uma situação de abjeta desigualdade há décadas, séculos.

E, no entanto, discutimos cerveja e piroca.

Esta é a contribuição da Polícia Federal e da mídia moribunda: debater cerveja e piroca.

Você vai tentar ouvir o que políticos como FHC, assim chamado sociólogo, tem a dizer sobre o drama social brasileiro, e tudo se resume a uma única palavra, usada para enganar os ingênuos, os tolos, os analfabetos políticos: CORRUPÇÃO.

Não existe nada mais corrupto do que um sistema feito para beneficiar os ricos, e mesmo assim a palavra “corrupção” domina entrevistas, artigos, e o que mais tiver a assinatura de pretensos  pensadores políticos como FHC.

É uma indigência assombrosa.

Não há um vestígio de ideia fresca nas falas de Aécio. É o atraso do atraso. E, no entanto, ele não sai dos jornais e revistas, como seus amigos e cúmplices citados por delatores premiados.

Sanders fala, apropriadamente, em promover uma revolução política que devolva o poder ao povo, às pessoas das ruas, e o retire dos bilionários.

É isso que o Brasil tem que fazer.

O primeiro passo, essencial, é pregar, pregar e ainda pregar. É o que Sanders, aos 74 anos, está fazendo.

A pregação força o debate e desperta muitos que estavam adormecidos, completamente descrentes da política e, mais que tudo, dos políticos.

Quem, no Brasil, poderia colocar uma nova agenda política em debate, com vigor e credibilidade?

Quem representa, como Sanders, uma ruptura com o status quo viciado e viciante?

Vejo apenas um nome.

Jean Wyllys.





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